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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Naves


Conforme prometido, chega a lista das naves mais bacanas do cinema. Como a ficção científica foi parte predominante em certa fase da minha atração pelos filmes, não conseguiria restringir a lista a 5 escolhidos, como a de aviões e motos, voltando o páreo a ser 10 eleitos, como ocorreu com os carros. Sem mais delongas:


10. Nave-mãe de Distrito 9


A nave dos párias alienígenas na Terra pouco faz neste recente cult sci-fi. Porém, sua presença inerte, mas imponente, sobre Joanesburgo cria um visual inquietante, conflitante e misteriosamente ameaçador, casando perfeitamente com tom e tema do filme.


09. Gunstar de O Último Guerreiro das Estrelas


Era uma vez um filme na década de 80 em que um jovem quebra o recorde de um fliperama de nave espacial, sem saber que se tratava de um simulador usado em um processo seletivo para pilotos de uma verdadeira batalha intergalática. Tente ser um pré-adolescente nesta época sem gostar de um filme desses.


08. Thunder Road de Viagem ao Mundo dos Sonhos

Mais um pra mexer de vez com o imaginário de uma criança. Três meninos criam pelo computador um campo de força que usam para envolver e controlar uma pequena espaçonave (que mais parece a cabeça do Darth Vader) construída por eles mesmos. Menção honrosa: empate técnico com Plunct Plact Zum.


07. Disco voador de O Dia Em Que a Terra Parou


Impossível falar de naves e não falar de disco voadores, que tanto povoaram os filmes das décadas de 50 e 60. Representando a categoria, o clássico meio de transporte de Klaatu e Gort.


06. Naves invasoras de Guerra dos Mundos


Spielberg optou bem por manter em sua versão os tripods, como no livro de H.G. Wells. Mas as navezinhas destruidoras que em 1953 substituiram a visão original do autor marcaram época.


05. Viper de Battlestar Galactica


Nunca assisti a um episódio da nova geração de BSG, mas percebi que só uma coisa ficou fiel à série original: o design dos 'caças'. Trinta anos e ainda está moderna: grande indício de merecimento da posição nesta lista.


04. Nosotromo de Alien, o 8o. Passageiro


E o que esta tem de mais? Um passageiro. Indesejado. Ridley Scott fez da Nosotromo o palco de um dos melhores "filmes-arca" (filmes que se passam primordialmente em um local fechado) e, se pouco vemos do seu exterior, a parte interna da nave é bastante valorizada na história.


03. USS Enterprise de Jornada nas Estrelas


Não sou fã do universo Star Trek e, embora goste bastante dos filmes II, IV e VI, nunca vi nenhum além deste número e considero o V um dos piores da história (de qualquer gênero). Mas, seja como for, é inegável a importância do "lar" de Kirk, Spock e cia. e seu devido destaque deve ser dado em qualquer debate sobre naves.

02. Nave-mãe de Contatos Imediatos do 3o. Grau


Uma das melhores ficções-científicas de todos os tempos, um dos melhores filmes de todos os tempos. Quando a nave mãe surge, já no ato final desta obra-prima, é de encher os olhos e de cair o queixo. Seria primeiro lugar se um certo outro filme não tivesse sido lançado naquele mesmo insigne ano de 1977.


01. Millenium Falcon de Guerra Nas Estrelas


O filme é um marco, a nave é um marco. É pilotada pelos dois personagens mais bacanas dentre a extensa gama criada por George Lucas. Não há Nave Imperial, Estrela da Morte, Tie Fighter, X-Wing que a supere. Não há Jar Jar Binks, Midchlorians, Greedo-atirou-primeiro que ofusque seu brilho.

E aí??? Qual nave bacana ficou de fora?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Requeijão não é catupiry!


Uma vez vi um artigo do Spielberg em que ele dizia que trailers existem para nos enganar, no bom sentido, e que devem aguçar a vontade ver o filme e ao mesmo tempo esconder aspectos da trama que não deveriam ser revelados naquele momento. Pois tem muito trailer aí que engana no mau sentido. Tanto pra gente, que acaba vendo um filme ruim, quanto para os produtores, que acabam perdendo bilheteria de um filme bom por causa de um trailer ruim.

Tenho a mania de mandar trailers pros amigos (sou viciado nesse trem - perdoem o mineirês) e, depois de ver o da nova versão de Fúria de Titãs, um deles me sugeriu este post: um apanhado sobre trailers bons para filmes ruins e vice-versa.

Como é muito fácil pegar os melhores momentos de um filme e condensá-los em minutos (a maioria das comédias hoje em dia faz isso), creio que o mais incomum é termos uma prévia desmotivante, que não faz jus a um bom filme. Mesmo assim, dois dos melhores filmes que já vi em toda a minha vida eu acabei sendo arrastado para o cinema porque tinha achado seus trailers uma porcaria. Um Sonho de Liberdade e Os Suspeitos. O ritmo e a informação que necessitávamos de antemão simplesmente não estavam lá. Outro exemplo, Desejo e Reparação. O trailer do ótimo Filhos da Esperança, também sofre com o ritmo, mas peca num outro sentido: informação demais, "entrega" muita coisa. Por isto nem me dignei a colocar o link.

Na outra ponta, temos os mais comuns: trailers que nos fazem ir ao cinema pra ter uma grande decepção. Comédias, como já comentado, e suspenses lideram disparado. Particularmente vale citar aqui O Enigma do Horizonte, ótimo trailer e um dos piores filmes da história, Godzilla (que não achei os teasers bacanas em boa qualidade para colocar o link) e seu primo mais novo, Cloverfield. Este último era simplesmente de arrepiar e altamente misterioso: nem o nome do filme aparecia. Foi só alguns meses depois que JJ Abrahms divulgou sobre o enredo e o título oficial.


Mistério, a essência lá do conceito do Spielberg, é a chave para o bom trailer. É por isso que me empolguei com o do próximo do Christopher Nolah, Inception. Não dá pra entender nada da histórias mas... o que significa "Sua mente é a cena de um crime"?... o que é aquela luta??? Mas sei que este tipo não agrada a todos. Trailers convencionais, que explicam a premissa sem tirar o ar enigmático, também podem ser muito bons. Mas, mesmo tendo gostando muito do de A Ilha do Medo, por exemplo, evitei revê-lo ou ver novas versões pois acho que estes poderiam, sim, atrapalhar a experiência de ver o filme pela primeira vez.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Melhor que o original


Títulos de filmes em português que são horríveis, comparados ou não com os originais, existem aos montes. Só de pensar que uma época chegaram a batizar alguns de forma abominável como Os Fantasmas Contra-Atacam (Scrooged), O Garoto do Futuro (Teen Wolf) e O Vingador do Futuro (Total Recall) só para pegar carona em sucessos anteriores de seus astros, respectivamente, Bill Murray - Os Caça-Fantasmas, Michael J. Fox - De Volta Para o Futuro e Arnold Schwarzenegger - O Exterminador do Futuro, é de desanimar.

Mas, eis que uma amiga propõe uma inversão. E quanto aos filmes cujos títulos são melhores em português que os originais em inglês? Será que existem? Ela até deu sua sugestão: Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's).

Comecei a matutar em cima do tema e, de fato, existem muitos filmes nessa condição. Quase que consegui estabelecer uma certa regra ou um certo padrão em que isto costuma acontecer. Aparentemente, alguns títulos em que aparecem nomes de pessoas ou lugares (ou lugares com nome de pessoas, como no exemplo-conceito) são traduzidos para algo mais genérico, podem não ser marcantes mas acabam funcionando melhor para nós (brasileiros). Um outro ponto notável é que comédias e filmes de terror acabam se sobressaindo com nomes mais engraçadinhos ou mais elaborados.

Alguns nomes que vieram à minha cabeça e que seguem uma (ou as duas) dessas regras:

A Malvada (All About Eve)
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall)
Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption)
À Espera de Um Milagre (The Green Mile)
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (Sleepy Hollow)
A Fantástica Fábrica de Chocolate (Willy Wonka and the Chocolate Factory - 1971 ou Charlie and the Chocolate Factory - 2005)
Sobre Meninos e Lobos (Mystic River)
Sintonia do Amor (Sleepless in Seattle)
Esqueceram de Mim (Home Alone)
Apertem os Cintos Que o Piloto Sumiu (Airplane)
Corra Que a Polícia Vem Aí (The Naked Gun)
A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street)
Pague Para Entrar, Reze Para Sair (The Funhouse)
A Morte Pede Carona (The Hitcher)
Garota Infernal (Jennifer's Body)
A Ilha do Medo (Shutter Island)

Um Olhar do Paraíso, que estréia hoje nos EUA (e, infelizmente, foi adiado só para 22/01 no Brasil), não segue um desses padrões, mas é mais bacana que "The Lovely Bones".

E aí? Algum outro filme cujo título nosso é mais bacana que o deles?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As beldades


Recebi alguns pedidos de posts recentemente, mas um desses veio com solicitação de prioridade: as dez mais belas personagens (atrizes em um filme específico) da história do cinema. Mesmo sendo um cara casado e responsável, fiz um grande esforço e, em nome da arte e da preservação do público (sobretudo masculino, hahaha) do blog, me empenhei em uma árdua pesquisa mental sobre quem poderia se eleger. Na verdade concluí que seria impossível comparar atrizes e papéis de épocas tão diferentes e distintas. E também seria bem difícil limitar esta lista a 10 e, por mais agradável possa parecer (hehehe), seria chato fazer uma lista com 100.

Então, para não decepcionar meu amigo Celso (sim, eu continuo com a premissa de preservar a identidade das pessoas perante a Google - Celso é um apelido), fiz uma lista das "três" mais bonitas de 2009.


3. Empate entre a Baronesa (Siena Miller, em G.I. Joe: A Origem de Cobra) eLaurie Jupiter / Espectral II (Malin Akerman, em Watchmen)


2. Abby Ritcher (Katherine Heigl, em A Verdade Nua e Crua)


1. Mikaela Banes (Megan Fox, em Transformers: A Vingança dos Derrotados)


ATUALIZAÇÃO: Acabei de esbarrar num artigo da Empire que resolve o problema do Celso (e das mulheres que não gostaram deste post!). Os 50 atores e 50 atrizes mais sexy da história. Não concordo com boa parte da lista, mas enfim, curiosamente usaram as mesmas fotos da Katherine Heigl e Megan Fox que usei aqui.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um ano


Antes que Novembro acabe e eu comece a colocar uma boas sugestões que tive, vale o registro: este mês o blog completou 1 ano de existência. (êêê) Fazendo um rápido balanço, apesar do ritmo lento do blogueiro, foram mais de 60 posts inaugurais.

Teve de tudo um pouco. Listas comentadas, como a dos 100 melhores personagens da revista Empire, e as elaboradas pessoalmente como as dos carros, motos e aviões. Outras mais virão.

Teve post sobre filmes que passaram (como Última Parada 174, Quem Quer Ser Um Milionário,Presságio, Anjos e Demônios, Distrito 9) e filmes que poderiam ter passado (como o Independence Day Nacional, a nova saga do Exterminador do Futuro, Thundercats e Tartarugas Ninja).

Existiram momentos de revolta, ira e incompreensão... E também momentos de divagações sobre presente, futuro e passado, corpo e mente. Não faltaram ponderações diretas sobre a sétima arte... De premiações a fórmulas, de comédias a filmes-catástrofe.

Alguns dias comemorativos foram registrados: além do já citado Dia da Independência, foram lembrados o Dia dos Namorados, os dias dos pais, e dias específicos como os aniversários de dois personagens e a chegada do homem à lua.

Teve um bocado de post-relâmpago e, como não lembrar?, enquetes, que também renderam um, dois ou três comentários.

Sobrou até um pouquinho pra diversão on-line, games, teatro e artes plásticas. Sem falar no esporte: basquete e futebol. Este último creio que terá pouco espaço daqui pra frente. Evolução da espécie.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Oh my dog!


Produtores "discutem" um roteiro que acabaram de ler.

-E o garoto que toca o sino?
-Que garoto? Que sino?
-O garoto que corre para tocar o sino e avisar a cidade quando a mina desaba. E se ele tivesse alguma doença?
-Uma doença?
-Como um aparelho nas pernas.
-Mas ele corre...
-Pode mancar.
-Esqueça a doença, ninguém gosta.
-É deprimente.
-Espanta o público.
-Esperem, tenho uma idéia. E se déssemos um cão pra ele?
-Um cão?
-Um fiel companheiro que trabalha a seu lado na mina de carvão... A mina desaba e só o cão consegue sair.
-Porque cães são menores.
-E o cão desceria a colina e tocaria o sino.
-Caramba, isso é lindo.
-Fiquei emocionado.
-Todos adoram cães.
-Em vez de uma doença, o garoto terá um cão?
-Esqueça o garoto. Não vai ter nenhum garoto. O garoto é o cão.
-Pode ser o que o filme precisa.

Esta é uma versão resumida do divertido diálogo (que mais parece um típico texto do Luis Fernando Veríssimo) que dá início a Cine Majestic. E, embora esta história se passe em 1951, a conclusão da conversa ainda parece expressar bem o sentimento dos produtores de Hollywood de hoje em dia. Em filmes-catástrofe pelo menos.

São inúmeros os clichés em filmes do gênero: o cidadão comum que adquire força e velocidade descomunais e escapa de situações incabíveis; os veículos indestrutíveis dos protagonistas; os coadjuvantes antipáticos que acabam morrendo; o mocinho que parece ter morrido mas ressurge das cinzas; e por aí vai. Mas se tem um que particularmente irrita ao extremo é o do cachorro que se salva milagrosamente do desastre.

Estas sequências foram criadas para criar um apelo emocional ao público (americano, pelo menos), mas acabam não passando de situações absurdas e, se analisadas friamente, de mau gosto. Quem pode se sentir feliz ao ver o cãozinho de O Inferno de Dante se salvar pouco depois de uma avó derreter viva em larva incandescente em frente à sua família? Ou então ver um pai se sacrificar, criando um trauma de vida na filha, só para não deixar o cachorro ser levado por um tornado em Twister? E a lista de exemplos continuaria, Daylight, Volcano, Independence Day, 2012 (que foi o catalisador deste post)...


Vez ou outra surge um Steven Spielberg, um Tim Burton ou um M. Night Shyamalan para dar o gosto de ver a regra sendo quebrada em um Mundo Perdido: Jurassic Park, um Marte Ataca ou um Sinais da vida. (Ok, não dá muito gosto ver Marte Ataca, mas pelo menos - para fins de fugir do cliché - dois cachorros morrem).

Por outro lado, surge também um Eu Sou A Lenda que "quebra a regra", mas só para tentar potencializar o lado emotivo. E o público (americano, pelo menos) vai às lágrimas ao se dar conta que Will Smith perdeu seu melhor amigo (amiga, no caso). E provavelmente todos comiam pipoca animados e felizes enquanto Will Smith perdia sua família.

Simplesmente não faz sentido milhares, milhões ou mesmo bilhões de pessoas serem mortas e o conforto e o consolo virem com a salvação de um bichinho de estimação. A ocupante do banco de trás do cinema não precisa fungar de tanto chorar com a morte das pessoas, afinal estes filmes são para entretenimento puro, mas também a turma da frente não precisa bater palmas e regozijar-se em êxtase com a salvação do cachorrinho.

Srs. produtores, nem todos adoram cães. Da próxima vez tentem salvar as tartarugas marinhas, sei lá. Ou o relógio da torre. Ou Ferris.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Goiabada com Maionese


Tem algumas coisas que não combinam... Simplesmente.

Este post será histórico, pois acho praticamente impossível terem oportunidade de ler novamente o que eu vou escrever: estou feliz que um projeto do Spielberg tenha sido cancelado. Vejam bem, eu sou o cara que, como meu irmão costumava dizer quando criança, se o Spielberg lançasse um filme intitulado "A Planta Que Não Se Mexe", em que se veria uma mesma cena com uma planta estática durante duas horas , eu acharia o filme uma maravilha. Mesmo antes de assistí-lo. Em outras palavras, qualquer "próximo filme" do mestre pra mim é motivo de grande expectativa.

Pois semana passada saiu a notícia que o projeto hollywoodiano de Oldboy, que seria dirigido pelo Spielberg e estrelado por Will Smith, não vai mais acontecer. A comunidade cinéfila comemorou e, admito, eu também. Por motivos diferentes, talvez, mas o fato aconteceu.

Para quem não conhece, Oldboy é um filme koreano de 2003 que rapidamente se tornou um cult da sétima arte. O filme acompanha a história de um cidadão comum que é sequestrado, aprisionado em um quarto com uma TV e, sem quaisquer explicações, solto após 15 anos. É quando se inicia uma violenta história de vingança. Particularmente, eu só tive interesse de vê-lo quando comecei a encontrá-lo recorrentemente mencionado em artigos e listas sobre filmes com reviravoltas surpreendentes no final.

Considerado por muitos como uma obra definitiva, houve muita crítica quando, praticamente um ano atrás, foi anunciada uma refilmagem hollywoodiana com estes dois grandes nomes para sustentar a produção. O alvoroço foi tão grande que os produtores trataram de divulgar em seguida que o novo filme não seria uma releitura do filme koreano, mas sim uma adaptação direta do mangá japonês original que servira como fonte para a cultuada película.


Desconheço o conteúdo do mangá, mas acredito que não seja lá tão diferente do filme. E, analisando o que conheço, confesso que fiquei confuso com a notícia da refilmagem. Não é que os dois não conseguiriam lidar com a temática ou a violência da história, mas existem aspectos peculiarmente incômodos na trama que são muito distantes de quaisquer outras coisas que ambos tenham feito. Não há como discorrer sobre o assunto sem entregar elementos chaves do enredo, especialmente a tão falada reviravolta (ou reviravoltas), mas colocando em poucas palavras: não combina em nada a essência de Oldboy com Spielberg (e Smith).

Talvez eu até tenha tido uma curiosidade bizarra para saber que tipo de mudanças fariam para Oldboy se adaptar ao estilo da dupla. Mas acho que para o bem de todos (cinéfilos encrenquinhas, Spielberg e fãs de Spielberg), ficaremos somente no aguardo de outros filmes, como (quem sabe?) aquele lá da planta imóvel.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Padinciço!!!


Tem um outro blogueiro aí que insiste em errar propositalmente o nome deste conceituado blog e chamá-lo de "Padinciço".

Bom, então vai uma notícia temática para deixá-lo feliz: O livro "Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão", que será lançado amanhã, vai virar filme com previsão de lançamento no primeiro semestre de 2011. O diretor será Sérgio Machado ("Cidade Baixa") e Wagner Moura é um dos nomes cotados para viver o personagem-título.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Exterminador à venda


A Halcyon Company comunicou que está indo à falência e que em Janeiro vai leiloar os direitos de O Exterminador do Futuro. Os grandes estúdios já demonstraram interesse na aquisição da rentável franquia. Com isso, a história da Skynet, da família Connor e dos Tx pode ganhar rumos totalmente novos.


Como ficaria um próximo filme se o novo "dono do Exterminador" desse liberdade criativa para algum diretor renomado?

Quentin Tarantino:
Terminator: Attack of the Bad Machinef*****s seria centrado em uma gangue de humanos aniquiladores de Exterminadores que usaria a estrutura não-linear da narrativa para viajar no tempo. O clímax aconteceria em um duelo mexicano com um T-69 utilizando uma espada japonesa para eliminar os f*****s que ainda estivessem inteiros. Com Michael Madsen, Harvey Keitel, Tim Roth, Samuel L. Jackson e, na tentativa de reavivar sua carreira, Arnold Schwarzenegger.

Tim Burton:
Terminator: Dawn of Halloween
narraria uma tentativa frustrada de rebelião humana que aproveitaria as fantasias do Dia das Bruxas e infiltraria na gótica Skynet. Os Exterminadores seriam feitos em stop-motion em cenas mescladas com atores reais. Com Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Christopher Lee. Música de Danny Elfman.

M. Night Shyamalan:
Terminator: The Colony se passaria numa pequena colônia humana isolada nos arredores da Filadélfia do mundo pós-apocalíptico dominado pelos Exterminadores. No final do filme, porém, para espanto de toda a platéia, seria revelado que na verdade as máquinas são seres extra-terrestres e que esta colônia humana não estava na Terra, e sim no planeta dos Exterminadores! Trilha sonora de James Newton Howard.

Pedro Almodóvar:
Terminadores En Pasión acompanharia o bizarro, mas poeticamente belo (segundo os críticos), relacionamento amoroso de um Exterminador gay com uma humana lésbica, enquanto tentam contornar as desavenças de suas problemáticas famílias. Com Javier Barden, Antonio Banderas e Penélope Cruz.

Fernando Meirelles:
Exterminador do Futuro Já Começou trataria de um grupo de Exterminadores sendo enviado de volta a 2016 para salvar as Olímpiadas do Rio. Enfrentado uma artilharia pesada de traficantes, suborno de políticos, e a tentação da perigosa combinação de pagode, mulher e cachaça, a missão das máquinas fracassaria. Com Matheus Nachtergaele, Lázaro Ramos e Alice Braga.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cowabunga!


Uma das notícias mais comentadas no mundo do entretenimento no fim da semana passada foi a aquisição da Nickelodeon junto a Mirage Studios dos direitos da franquia As Tartarugas Ninja. A pretensão é realizar uma nova série para TV, feita em animação por computador, e lançar um novo filme nos cinemas, misturando atores com computação gráfica.

Como eu gostava muito do desenho do fim da década de 80, vou brincar de escalar os possíveis atores para o filme, assim como fiz em Thundercats. Tirando as tartarugas e o Mestre Splinter, que seriam basicamente vozes e poderiam ser todos feitos em motion capture a partir do Jackie Chan, e o Destruidor e Casey Jones, que usam máscara o tempo todo, assim ficaria o elenco:

Apri O'Neil - Audrey Tautou


Vernon - Jeff Goldblum

Irma - Tina Fey

Krang - Heráclito Fortes

É, faltou o Bebop e Rocksteady também, mas deu preguiça de pensar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Inúmeros Distritos


Talvez por ser um filme sul-africano, se passar em Joanesburgo e trazer como temática principal a xenofobia (mesmo que interplanetária) e a discriminação de um povo, Distrito 9 tem sido apontado como "um filme sobre o apartheid". O diretor Neil Blomkamp alega não ser o caso, pois teria apenas tentado fazer um filme hollywoodiano, em vez de um filme de protesto político.

Independente de ser ou não sobre o apartheid especificamente, a verdade é que, assim como Filhos da Esperança, Distrito 9 consegue com sucesso pegar bons efeitos visuais, empolgantes cenas de ação, doses fortes de violência e mesclar com filosofias e reflexões sobre a condição humana em uma ficção científica com ares de blockbuster (apesar de não ter tido orçamento de tal).


São consideradas reações normais de todo ser humano o medo e a repulsa perante o desconhecido. Mas a medida que nós, espectadores, ao contrário dos humanos do filme, passamos a conhecer as condições de vida as quais são submetidos os alienígenas, fica impossível não nos sensibilizarmos com as criaturas. Em Tempo de Matar um advogado precisa defender um pai negro acusado de matar os agressores de sua filha. Ele propõe ao juri, tendenciosamente branco, para imaginar uma menina. Então descreve todos os cruéis detalhes do processo de estupro, espancamento e tentativa de assassinato pelos quais a filha do acusado passou, encerrando com a seguinte frase: "Agora imaginem que ela é branca." Com Distrito 9 o paralelo é o mesmo: imaginando que os extra-terrestres são pessoas, não há como não lembrar das incontáveis situações de miséria e repressão da nossa própria espécie.

(Pare de ler agora se ainda não assistiu, pois será revelado um detalhe que entra na trama só depois de 1/3 de projeção)

Ainda, é interessante ver como o filme não hesita em demonstrar a crueldade humana (até com outros humanos) e, em contraponto, mostrar atos solidários e nobres dos alienígenas, mesmo sem torná-los os heróis da história. Portanto, o que veio a minha mente quando iniciou-se o processo de metamorfose do protagonista foi a famosa frase de A Revolução dos Bichos: “As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.” Isoladamente, este trecho leva à reflexão: o que será que o homem fez de tão ruim para ser confundido com o porco? Porém, na fábula de George Orwell há uma inversão de valores: o pior que poderia acontecer com um bicho seria a equiparação a uma pessoa. E na mensagem de Distrito 9, o que poderia ser pior? Ser alienígena ou ser humano?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Separados no Nascimento


Sempre fui um crítico das novelas (ah, Rede Gloooobo) pois, pra mim, seus roteiros são sempre os mesmos, com algumas pequenas variações de nomes, ambientações e figurinos. Então assisti ao trailer de Edge of Darkness (ainda sem título em português) e, tendo a estranha sensação de ver Mel Gibson no papel que foi de Liam Neeson em Busca Implacável (com algumas pequenas diferenças na trama), me lembrei que o cinema também tem seus casos de similaridades suspeitas, reciclagem de roteiros ou simples meras coincidências.

Vejam, por exemplo, se é possível identificar estes filmes por uma sinopse:

Policial e cachorro formam uma improvável dupla contra o crime na California nesta comédia de ação de 1989. O cão acaba levando um tiro pra defender seu amigo humano.
(Uma Dupla Quase Perfeita ou K-9, Um Policial Bom Pra Cachorro?)

Animação por computador lançada em 1998 sobre a vida de uma formiguinha que tenta se adaptar à vida de sua colônia.
(Formiguinhaz ou Vida de Inseto?)

As façanhas da vida de um homem em fase terminal são relembradas enquanto este tenta buscar a reconciliação com seu filho.
(Peixe Grande ou As Invasões Bárbaras?)

Comédia da década de 80, onde pai e filho trocam de corpo e, como diria o narrador da Sessão da Tarde, se metem em altas confusões!
(Vice-Versa ou Tal Pai, Tal Filho?)

História de um homem incomum que, inicialmente com dificuldade para andar, acaba deixando o lar de sua mãe e, nas suas idas e vindas com a mulher que é o grande amor de sua vida, passa por inúmeras situações como trabalhar em um barco e participar de uma guerra. Roteiro de Eric Roth.
(Forrest Gump ou O Curioso Caso de Benjamin Button?)

O relacionamento do escritor Truman Capote com o assassino que tenta pesquisar para seu livro A Sangue Frio.
(Capote ou Confidencial?)

Musical clássico dos anos 60 em que Julie Andrews cuida dos problemáticos filhos de um pai severo.
(A Noviça Rebelde ou Mary Poppins?) - Ok, apelei e minha mãe nunca vai me perdoar!

Acho que não precisa falar de O Inferno de Dante e Volcano, nem de Impacto Profundo e Armageddon, né? E existem muitos outros por aí! Conseguem lembrar de alguns??


PS.: Só para constar, nas disputas tenho preferência pelos filmes que coloquei como primeira opção. :)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vicky Cristina Rio


Quem está no Rio de Janeiro esses dias são os produtores de Woody Allen, buscando locações para o próximo filme dele.

Como pouca coisa foi divulgada sobre o projeto, alguém aí chuta algum enredo típico do diretor para ser ambientado na cidade? Eu apostaria em uma refilmagem de Vicky Cristina Barcelona, com o Rodrigo Santoro no lugar de Javier Bardem, interpretando um cozinheiro chamado Paulo (!) em vez de um pintor chamado Juan Antonio. É, lixo, mas pelo menos Penélope Cruz e Scarlett Johansson viriam ao Brasil. :)

PS.: Não tivesse sido as recentes filmagens de Hulk e Os Mercenários no Rio, certamente Lula diria que o interesse de Hollywood pela cidade já era reflexo da decisão da sede olímpica de 2016.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Comentários sobre a Enquete - Pixar


Algumas constatações após o fechamento da última enquete:

- O título "ENQUETE DIFÍCIL: Qual o melhor filme da Pixar até o momento?" foi largamente apontado em off como correto. Realmente a Pixar está anos-luz na frente de todos os estúdios de animação, e de muitos estúdios convencionais, e é difícil de escolher qual obra se destaca mais.

- O blog está super bem frequentado, foi a enquete com maior número de votos até agora! Seis! Viva! hehehe

- Mesmo assim, só a baixa audiência pode justificar Os Incríveis e Wall.E não receberem um voto sequer. Eu mesmo quase votei neles.

- Tirando o meu e de mais duas pessoas que me confidenciaram, eu não consegui saber, dentre os possíveis visitantes, quem votou em quê! Especialmente em Ratatouille, que eu tinha certeza que seria uma pessoa e não foi. (Aliás, esse filme está na minha estante pendente pra ser visto já tem umas três semanas. O voto deveria ter me animado)

- Ninguém deu falta de Vida de Inseto.


OBS.: Resultado final - Monstros S.A. e Up - Altas Aventuras empatados em primeiro e Procurando Nemo e Ratatouille em segundo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aviões


Aproveitando a polêmica da compra (ou não) dos caças franceses pelo Governo Brasileiro, apresento a minha lista dos aviões mais memoráveis do cinema e da TV. Quem perdeu o início desta história, veja as listas de carros e motos.


5. O avião pulverizador assassino de Intriga Internacional


O dono do inegável título de 'mestre do suspense', Alfred Hitchcock, fez platéias temerem coisas como pássaros, vizinhos, altura e até mesmo ...err... mães. As cenas em que o avião ataca Cary Grant em Intriga Internacional são apenas mais algumas amostras da genialidade do diretor e ainda são largamente referenciadas em outras produções.


4. O avião nazista de Caçadores da Arca Perdida


Outro gênio que dispensa comentários extensos, Steven Spielberg, criou uma sequência de tirar o fôlego, tensa e divertida, com este avião que já mereceria destaque só por seu design pouco usual. A aeronave nazista tem a façanha de entrar para esta lista de aviões mais marcantes sem sequer ter saído do solo no filme.


3. O 'Cadillac dos Céus' de O Império do Sol


Mais uma vez, Spielberg e sua sensibilidade ímpar em tratar temas como infância e II Guerra Mundial. Os aviões têm grande destaque nesta obra e toda a comovente sequência em que o P-51 aparece mais do que justifica sua presença aqui.


2. O Boeing 777, voo Oceanic 815, de Lost


Por quê? Simplesmente porque é o pivô da série mais bacana da história da TV.


1. O F-14 Tomcat de Top Gun - Ases Indomáveis


Ok, Top Gun tá mais que batido, ninguém aguenta mais ouvir Take My Breath Away e todo mundo acha que Tom Cruise é um estrelinha e nada mais... mas... caramba, o filme marcou época, ditou moda, tinha figurinhas que viriam a ser astros depois (Val Kilmer, Meg Ryan, Tim Robbins, o próprio Cruise), é sobre aviões e, venhamos e convenhamos, é legal. E que o F-14 enchia os olhos do espectador quando aparecia não há como negar.


O que faltou? Memphis Belle? Tora Tora Tora? Con Air? Batman?? Apertem os Cintos que o Piloto Sumiu??? Ou está cansado(a) demais de viajar para pensar em aviões neste momento?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pior que os imortais da ABL


Eu só assisti a Highlander III porque eu achava impossível existir algo pior que o II. Eu estava enganado. Claro que passei longe do IV, do V e da tal série que até a Globo ousou colocar no ar. Agora anunciam que haverá um remake do filme original, dirigido pelo "cara que comandou Velozes e Furiosos 4".

Não que o filme de 1986 seja lá essas grandes coisas, mas se tinha algo que deveriam ter aproveitado bem dele era o "Só pode haver um".



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Comédia sem bordas de catupiry


Outro dia meu primo enviou um link com um trecho clássico de um filme em que Gene Kelly faz um número de sapateado sobre patins. O que o impressionava era como tudo era bem ensaiado e como o resultado ficava perfeito, em uma cena onde não havia adulteração (ou alteração, se quiser evitar a ambiguidade maliciosa) por efeitos especiais ou trucagens.

Recentemente, vendo Uma Noite Na Ópera, dos Irmãos Marx, parei para refletir um pouco sobre o que havia dito meu primo e sobre a versatilidade dos comediantes das antigas e dos atuais. Chico Marx tocava piano impressionantemente bem e seu irmão, harpa. Jerry Lewis era um exímio dançarino, assim como seu parceiro Dean Martin, que também foi um renomado cantor. Fred Astaire e o próprio Gene Kelly não só dançavam, como também foram coreógrafos. E Charlie Chaplin encantou o mundo como ator, diretor, roteirista, produtor e compositor de trilhas sonoras e canções.

Não quero de jeito nenhum desmerecer o talento dos comediantes de hoje em dia, mas se pararmos pra pensar em termos de diversificação... Jim Carrey... Ben Stiller... Adam Sandler... Will Ferrel... Steve Carrel... Bom, Jack Black toca guitarra e tem uma banda (dupla, na verdade) de rock pesado.

A questão é que os atores passaram a ser "só" atores (tá, um ou outro é roteirista e/ou diretor também), enquanto antes eram artistas.

O que torna algumas cenas e filmes tão memoráveis até hoje, décadas após terem sindo realizadas, é podemos perceber que aquele cara que está ali e realmente fez tudo aquilo ali. E, apesar do dom e aptidão naturais, deve ter ralado muito para conseguir (às vezes até literalmente, já que muitos não usavam dublês, mesmo quando a prática do uso passou a ser comum). Quer algo mais triste que ver Jackie Chan fazendo peripécias com efeitos especiais?

Naturalmente, muitos filmes de hoje em dia acabam sendo mais engraçados e/ou tendo muito mais ritmo, por não serem interrompidos por um número musical ou de dança, mas vale aí a reflexão: Usando este cenário dos atores de comédia apenas como alusão, será que com a correria do dia-a-dia e o comodismo tecnológico nós nos tornamos mais limitados e exploramos menos o potencial dos nossos dons?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Momento Artes Plásticas


Recebi uma indicação para acessar o site de uma artista brasileira, Sonia Menna Barreto. Além de ter gostado de vários dos quadros (ou gravuras, sei lá a diferença técnica) dela, achei também bem interessante o fato de utilizar nomes ou referências de filmes para nomear algumas de suas obras, como Luzes da Cidade, Janela Indiscreta e The Jazz Singer.

E tem uma que mais que justifica o post neste blog:


Quase lembra aquele jogo que já pintou (desculpem o trocadilho) por aqui...

PS.: O blogueiro de Beatles é outro, mas vale destacar que ela também usa títulos de canções dos rapazes de Liverpool algumas vezes, como I Me Mine e Ticket To Ride.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

You want answers???

"Até hoje os cientistas discutem como a vida começou,
se a opção sexual é definida pela genética
e porque você boceja quando alguém boceja.

Os biólogos querem saber como os pássaros migram,
e os nutricionistas se o ovo faz mal a saúde.

Até hoje não se tem certeza de onde viemos,
os filósofos ainda querem entender quem somos
e existem umas duzentas teorias para onde vamos.


Os economistas querem explicar as crises
e os cientistas como o cérebro funciona.

Como você pode ver, não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas!"

Esta é uma vinheta do Canal Futura.

Será que foi bolada pelos produtores de Lost??
Comentário publicado ontem de Carlton Cuse, um dos produtores:

“Algumas vezes não saber de tudo é mais interessante e mais satisfatório. O que dá tanto poder aos mistérios é exatamente a incerteza que os cercam, e tirar isso deles pode significar tirar toda a graça. Portanto, nem tudo ficará claro em Lost, embora nós tenhamos um mapa bem desenhado do que nós achamos que deva ser explicado.”, disse Cuse complementando ainda que a última cena da série já está totalmente planejada.


Espero que ele esteja apenas tentando diminuir as expectativas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

D I 7


E se a invasão alienígena de Independence Day fosse refilmada no Brasil?

O ator principal seria o Selton Mello, pra dar público, e tudo começaria, naturalmente, no dia 06 de Setembro. Os primeiros contatos seriam em Varginha, Quixeramobim e Passo Fundo. Depois as naves começariam a chegar nos grandes centros...

Em Belo Horizonte, as naves já chegariam aterrisando com ajuda de um manobrista usando camisa da Galoucura. Em Porto Alegre, os ETs desembarcariam às margens do Rio Guaíba, onde alegres pessoas os ofereceriam chimarrão, no porto. Em São Paulo já viria a primeira dificuldade da ocupação: as naves empacariam no trânsito de 163km no centro, sem contar as saídas pro litoral. E no Rio a primeira resistência tupiniquim: alienígenas desafisados sobrevoariam um morro em plena disputa pelo ponto e acabariam no meio do fogo cruzado de quadrilhas rivais do tráfego.

A demonstração do poder extra-terrestre começaria em Brasília. Ao som de aplausos e gritos de apoio de uma empolgada multidão, os invasores destruiriam os prédios do Congresso Nacional. A animação da torcida local diminuiria rapidamente ao se darem conta de se tratar de véspera de feriado e, assim como segundas e sextas, os prédios estarem vazios.


As naves continuariam destruindo marcos turísticos do Brasil afora, para gastar a grana dos efeitos especiais e poder montar um bom trailer: o Pirulito da Praça Sete, o Maracanã, o Pelourinho, uma penca de obras projetadas por Niemeyer, a mansão do Edir Macedo e o castelo do Edmar Moreira. O Cristo Redentor seria poupado pra ninguém confundir com o trailer de 2012. A igualmente imponente estátua de Borba Gato nada sofreria, pois as naves continuariam presas no trânsito paulistano.

Na virada da meia-noite, ao vivo da Europa onde fora fazer uma viagem diplomática e aproveitar o feriadão, o presidente Lula faria um inflamado discurso sobre como nada sabia da invasão, como ela não deveria passar de um protestozinho de nada e como tudo deveria ser uma manobra política para tentar desmoralizar o PT. O discurso terminaria com a icônica frase "Essa noite selebramos o nosso dia da independença!"

No dia 07 então o Brasil utilizaria suas maiores armas contra os invasores: mulatas desfilando em micro-biquinis para tirar a atenção; alto-falantes espalhados tocando Alexandre Pires, Bonde do Tigrão e É o Tchan para atordoar; ingressos de graça pro Fra-Fru pra aglomerar e encurralar; e cartão de crédito da Ricardo Eletro com parcelamento exclusivo em 24 vezes no fogão com IPI reduzido para fechar a tampa do caixão. Contaminados com dengue, gripe suína e bactérias bizarras que destroem as solas dos pés, os alienígenas voltariam a seu planeta natal onde emitiriam um relatório conclusivo de que é impraticável a vida na Terra e que muito menos houve indícios de vida inteligente no planeta.

Passado o feriado, a população, voltando das praias do Espírito do Santo, ficaria chocada com as notícias da tentativa frustrada de invasão no Jornal Nacional, que não teria tempo em seu editorial para divulgar sobre a sessão extraordinária que aprovou a instituição do auxílio-anti-futura-invasão-extraterrana para os membros do Senado, extensiva a familiares, amigos e apadrinhados.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Piratas realistas


Uau... Essa reportagem indica que Spielberg irá fazer um filme baseado no livro que Michael Crichton terminou quando ainda estava vivo e que ainda não foi publicado...


E ainda existem livros bons do cara aí esperando na fila, que Hollywood poderia muito bem aproveitar... Armadilha Aérea, Presa, Estado de Medo, Next...

Já aguardo ansiosamente, livro e filme.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Analogia Médica



Febres súbitas encontram paralelo fictício na escotilha (posteriormente conhecida como Estação Cisne) de Lost. Nós somos os personagens acidentados na ilha misteriosa, e a febre é o alarme da escotilha. Algo, que não fazemos idéia o que é, está muito errado, pois um aviso gritante está sendo dado. Eventualmente descobrimos que basta digitar 4 8 15 16 23 42 no computador da sala ao lado para que o alarme pare e tudo volte ao normal. Mas ainda é necessário descobrir por que precisamos digitar estes números, e como fazer para viver sem pressionar ENTER a cada 108 minutos. Resta-nos torcer para que não demore várias temporadas até a resolução.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Juiz de Direito esquarteja Superman mais que o Apocalipse!


Em uma batalha judicial que já vem se arrastando há anos, esta semana a corte americana deu mais direitos autorais para os familiares e herdeiros legais de Jerry Siegel, co-criador do Superman.

Os Siegels, que já tinham desde 2008 (retroativo a 1999) os direitos sobre o uniforme do herói, seu alter-ego como o repórter Clark Kent, Lois Lane, o Planeta Diário e Perry White, além do triângulo amoroso Clark/Superman e Lois, ganharam também os direitos sobre as origens do Superman no planeta Krypton, seus pais Jor-El e Lora, a infância dele como Kal-El e o envio da nave de Krypton e consequente queda na Terra.

Já a DC Comics detém os direitos sobre coisas como a habilidade do Superman de voar, o termo kryptonita, os personagens Lex Luthor e Jimmy Olsen, os poderes do herói e a expansão da suas origens.

No fim das contas, trata-se apenas de "pra quem vai mais dinheiro" quando são realizadas produções, HQs e outros projetos envolvendo o Homem de Aço e, sobretudo, pra quem deveria ter ido tal dinheiro desde 1999.

Mas, e se desse a louca nos Siegels e na DC e ninguém abrisse mão de sua parte no processo criativo? Como seria um filme do Superman feito pela DC Comics/Warner? "Olha, não tem Lois Lane nem Planeta Diário, ninguém pode falar sobre a origem dele, mas Lex Luthor continua sendo o vilão e Jimmy Olsen continua sendo seu amigão." Por outro lado, um filme dos Siegels seria igualmente estranho: "Veja bem, ele tem este uniforme vermelho e azul, mas ele não voa. Ah, ele também não tem super-poderes. Menos mal, porque também não iríamos poder usar a kryptonita..."

Bizarro. Vai entender esses Juízes e essa lógica do Direito da vida! (Ops, acho que eu deveria ter pesquisado antes sobre quem detém os direitos sobre o Bizarro...)

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos pais

No dia das mães tentei fazer um post em homenagem à elas, tentando pegar a mãe mais famosa do cinema, e fazer um paralelo.

Mas aí, recorrendo à internet e meus próprios pensamentos descobri que a Sra. Bates, de Psicose, possuía tal título.


Náo ficaria uma homenagem legal, né? Desisti da idéia...

Pois pro dia dos pais pensei em fazer algo parecido, e o pai mais famoso do cinema que encontrei foi... Darth Vader.


O que há de errado com o mundo?? Eu deveria replicar agora o mesmo comentário que fiz no final de um dos primeiros posts deste blog.

Qual vai ser a próxima??? Macaulay Culkin em O Anjo Malvado e o Dadinho do Cidade de Deus no dia das crianças???

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Motos


Na época que fiz o post sobre os carros mais bacanas do cinema e da TV, um turista frequente do blog, ao fazer sua própria lista como resposta à minha, me perguntou se valia colocar moto. Eu disse que não, pois moto ficaria para um outro post. Então taí: meu top 5 de motos... (vai ser só 5 mesmo porque eu entendo e gosto menos ainda de moto que de carro)

5. As motos dos patrulheiros CHiPs


Podem até não ter nada demais, ser motos policiais comuns... Só que foram presença forte na minha infância: quando andava de bicicleta eu até me imaginava como o Ponch. Então não tem como ficar de fora da lista.


4. A moto da 2a. Guerra de Indiana Jones e a Última Crusada


Um dos vários recursos usados por Spielberg para explorar a ação, o humor e a ótima química entre Harrison Ford e Sean Connery. O emblemático tema composto por John Williams para esta cena, "Scherzo for Motorcycle & Orchestra", acabou sendo conhecido como o próprio tema do terceiro filme do arqueólogo.


3. A Ducati de Matrix Reloaded


Essa moto está inserida na única coisa bacana fora do Matrix original: a cena de perseguição na rodovia do segundo filme. Além disto ela está aqui para provar que mulheres podem pilotar muito bem, sim, e que eu não sou machista, por tê-la incluído nesta lista.


2. As "motos de luz" de Tron


Tron foi um dos primeiros filmes a tratar, e com louvor, de realidade virtual. As motos em questão surgiam por computação gráfica (avançadíssima para a época) a partir de um guidon que os pilotos seguravam. Soltando um rastro de parede de luz por onde passavam, elas iam se fechando em alta velocidade, tentando provocar a colisão dos adversários em suas paredes, para assim destruí-los. Doido. Esse filme me fez gostar de jogar Nibbles de 2 jogadores por um bom tempo.


1. A Moto Laser


Estilosa, cheia de apetrechos à la 007, com "hiper-impulso"... Pra quem perdeu o seriado icônico dos anos 80, vai aí a introdução, com sua musiquinha marcante: http://www.youtube.com/watch?v=CCItnKrXvMM. (Ah, até um vilanesco George Clooney de mullets foi perseguido pela moto no segundo episódio da série)

E assim termina a lista de motos...

Eu vi no trailer de Exterminador do Futuro: A Salvação, uma potencial candidata pra esta lista (parece que se trata de uma moto-exterminadora), mas como perdi o filme, não posso opinar ainda. Outro detalhe é que me sugeriram colocar aqui uma que aparece em Transformers: A Vigança dos Derrotados. Como é outro que não tive a oportunidade de ver, não poderia dar o veredito. Até me mandaram uma cena dela no filme, pra avaliar, mas ainda não consegui enxergar a moto na foto!: (hahahahaha)



domingo, 26 de julho de 2009

"Então, onde está você?

Você está em um quarto de hotel. Você apenas - você apenas acorda e está - está em um quarto de hotel. Ali está a chave. Parece que talvez seja só sua primeira vez ali, mas talvez já esteve ali por uma semana, três meses. É - é difícil dizer. Eu não - eu não sei. É só um quarto qualquer."
(Leonard Shelby)


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um pequeno passo para o homem


Todo menino quando criança sonha em ser jogador de futebol ou astronauta (por que será que ninguém sonha sem ser engenheiro?). Não vou negar que a falta de habilidade com a bola pesou na definição do meu suposto plano de vida, mas outra coisa influenciou fortemente também.

Meus pais tinham uma revista antiga (até pra época, percebam: não sou tão velho assim), Manchete ou Fatos & Fotos, não me lembro bem, datada de Julho de 1969, totalmente dedicada à cobertura da chegada do homem à lua. E tudo aquilo me fascinava. A busca por maiores informações sobre o assunto decretou minha predileção durante um longo período por ficção científica.

E a lua, que teve seus mistérios devendados há exatos 40 anos, nunca perdeu seu encanto. Sempre foi, e ainda é, tema ou destaque de poemas, músicas, livros e filmes (ah, e novelas, não que eu goste delas, mas quem não se lembra do Tonho da Lua ou daquele outro cara que se amarrava pra não ser "sugado" por ela?). Curiosamente, as principais imagens que me vieram à mente esses dias foram fictícias.


George Melies não só foi um dos pioneiros do cinema, como também talvez tenha feito a primeira ficção científica e a primeira cena memorável com nosso satélite natural. O foguete atingindo o "olho" da lua em Viagem à Lua, de 1902, é surreal e bizarro, mas também um marco até hoje.


Viajaram à lua também personagens cujas aventuras ainda gosto de acompanhar: Tintim, com as HQs "Rumo à Lua" e sua continuação "Exploradores na Lua"; e Wallace & Gromit no curta-metragem A Grand Day Out, onde a dupla vai buscar na fonte ("Everyone knows the moon is made of cheese, Gromit") a reposição para a falta de queijo na dispensa. Aliás, a lua foi marcante também no longa Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais, inserida num contexto de paródia aos filmes terror, que também poderiam estar sendo fartamente citados aqui.


Bastou estar do ponto de vista da Terra, mesmo, para que a lua servisse como pano-de-fundo para a cena clássica onde E.T. o Extra-terrestre corta o céu voando na bicicleta de Elliot. Em uma forma análoga à de Spielberg de 1982, Tim Burton criou outra imagem interessante em 1989 ao colocar o batplano pairando sobre a lua e recriando o escudo do herói de seu filme, Batman.


E até Jim Carrey trouxe sua contribuição, lembrando-nos todo o romantismo que a mística deste astro traz para os seres humanos ao, como já havia sido sugerido por James Stewart em A Felicidade Não Se Compra, laçar a lua e trazê-la mais para perto da Terra, usando seus teo-poderes em Todo Poderoso.


Sim, sei que alguns conspiracionistas irão dizer que aquelas imagens que me cativaram na revista quando criança são tão irreais quanto as que acabei de mencionar e que a ida do homem à lua não passou de uma encenação da NASA em um galpão no meio do Arizona. Mas, a façanha de Neil Armstrong & Cia. continua em um lugar especial na minha estante, distante do assassinato de JFK, do caso PC Farias, da verdade por trás da Google e do Campeonato Brasileiro de 2003 (hmmm... e seu tivesse sonhado em ser jogador de futebol?).