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terça-feira, 5 de maio de 2009

Natureza humana


Existem várias culturas, nacionalidades, religiões, movimentos políticos, signos, times de futebol e livros de auto-ajuda que podem determinar a personalidade e o comportamento dos seres humanos. Mas algumas coisas são universais.

Sempre vi com certa cisma aquelas reportagens pós-queda-de-barranco-em-cima-de-barraco-pós-chuva em clima de 'tragédia anunciada' que terminavam com "a Prefeitura já havia oferecido aos moradores um novo lugar para morar, mas foi descartado por ser longe de onde viviam atualmente". A questão é que era uma enorme contradição com a universalidade que sempre pensei existir: qualquer ser humano quer sempre evoluir, ter algo melhor. Sim, podemos questionar que 'o que é melhor pra um não é o melhor pra outro', mas mesmo assim é difícil entender o porquê de alguém querer morar à beira da morte iminente (ou, perdão do trocadilho sórdido com as palavras, com a morte iminente à sua beirada). Mas a cisma mesmo era que na minha cabeça este comportamento incabível era restrito aos brasileiros, quiçá mineiros.

Então fiquei sabendo da polêmica que acerca a menininha que fez a Latika criança em Quem Quer Ser Um Milionário. Mesmo depois do sucesso do filme, Rubiana Ali ainda vive na favela em Mumbai, em uma "casa" cheia de água de esgoto e infestada de ratos, baratas e escorpiões. O representante de um fundo montado pelos produtores do filme para ajudar seus atores mirins disse que ofereceu aos pais vários apartamentos em Mumbai, mas que todos foram recusados por serem longe de onde vivem atualmente.

Outra universalidade descoberta. Como posso voltar a julgar os ocupantes de áreas de risco de BH?

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