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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um pequeno passo para o homem


Todo menino quando criança sonha em ser jogador de futebol ou astronauta (por que será que ninguém sonha sem ser engenheiro?). Não vou negar que a falta de habilidade com a bola pesou na definição do meu suposto plano de vida, mas outra coisa influenciou fortemente também.

Meus pais tinham uma revista antiga (até pra época, percebam: não sou tão velho assim), Manchete ou Fatos & Fotos, não me lembro bem, datada de Julho de 1969, totalmente dedicada à cobertura da chegada do homem à lua. E tudo aquilo me fascinava. A busca por maiores informações sobre o assunto decretou minha predileção durante um longo período por ficção científica.

E a lua, que teve seus mistérios devendados há exatos 40 anos, nunca perdeu seu encanto. Sempre foi, e ainda é, tema ou destaque de poemas, músicas, livros e filmes (ah, e novelas, não que eu goste delas, mas quem não se lembra do Tonho da Lua ou daquele outro cara que se amarrava pra não ser "sugado" por ela?). Curiosamente, as principais imagens que me vieram à mente esses dias foram fictícias.


George Melies não só foi um dos pioneiros do cinema, como também talvez tenha feito a primeira ficção científica e a primeira cena memorável com nosso satélite natural. O foguete atingindo o "olho" da lua em Viagem à Lua, de 1902, é surreal e bizarro, mas também um marco até hoje.


Viajaram à lua também personagens cujas aventuras ainda gosto de acompanhar: Tintim, com as HQs "Rumo à Lua" e sua continuação "Exploradores na Lua"; e Wallace & Gromit no curta-metragem A Grand Day Out, onde a dupla vai buscar na fonte ("Everyone knows the moon is made of cheese, Gromit") a reposição para a falta de queijo na dispensa. Aliás, a lua foi marcante também no longa Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais, inserida num contexto de paródia aos filmes terror, que também poderiam estar sendo fartamente citados aqui.


Bastou estar do ponto de vista da Terra, mesmo, para que a lua servisse como pano-de-fundo para a cena clássica onde E.T. o Extra-terrestre corta o céu voando na bicicleta de Elliot. Em uma forma análoga à de Spielberg de 1982, Tim Burton criou outra imagem interessante em 1989 ao colocar o batplano pairando sobre a lua e recriando o escudo do herói de seu filme, Batman.


E até Jim Carrey trouxe sua contribuição, lembrando-nos todo o romantismo que a mística deste astro traz para os seres humanos ao, como já havia sido sugerido por James Stewart em A Felicidade Não Se Compra, laçar a lua e trazê-la mais para perto da Terra, usando seus teo-poderes em Todo Poderoso.


Sim, sei que alguns conspiracionistas irão dizer que aquelas imagens que me cativaram na revista quando criança são tão irreais quanto as que acabei de mencionar e que a ida do homem à lua não passou de uma encenação da NASA em um galpão no meio do Arizona. Mas, a façanha de Neil Armstrong & Cia. continua em um lugar especial na minha estante, distante do assassinato de JFK, do caso PC Farias, da verdade por trás da Google e do Campeonato Brasileiro de 2003 (hmmm... e seu tivesse sonhado em ser jogador de futebol?).

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