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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aviões


Aproveitando a polêmica da compra (ou não) dos caças franceses pelo Governo Brasileiro, apresento a minha lista dos aviões mais memoráveis do cinema e da TV. Quem perdeu o início desta história, veja as listas de carros e motos.


5. O avião pulverizador assassino de Intriga Internacional


O dono do inegável título de 'mestre do suspense', Alfred Hitchcock, fez platéias temerem coisas como pássaros, vizinhos, altura e até mesmo ...err... mães. As cenas em que o avião ataca Cary Grant em Intriga Internacional são apenas mais algumas amostras da genialidade do diretor e ainda são largamente referenciadas em outras produções.


4. O avião nazista de Caçadores da Arca Perdida


Outro gênio que dispensa comentários extensos, Steven Spielberg, criou uma sequência de tirar o fôlego, tensa e divertida, com este avião que já mereceria destaque só por seu design pouco usual. A aeronave nazista tem a façanha de entrar para esta lista de aviões mais marcantes sem sequer ter saído do solo no filme.


3. O 'Cadillac dos Céus' de O Império do Sol


Mais uma vez, Spielberg e sua sensibilidade ímpar em tratar temas como infância e II Guerra Mundial. Os aviões têm grande destaque nesta obra e toda a comovente sequência em que o P-51 aparece mais do que justifica sua presença aqui.


2. O Boeing 777, voo Oceanic 815, de Lost


Por quê? Simplesmente porque é o pivô da série mais bacana da história da TV.


1. O F-14 Tomcat de Top Gun - Ases Indomáveis


Ok, Top Gun tá mais que batido, ninguém aguenta mais ouvir Take My Breath Away e todo mundo acha que Tom Cruise é um estrelinha e nada mais... mas... caramba, o filme marcou época, ditou moda, tinha figurinhas que viriam a ser astros depois (Val Kilmer, Meg Ryan, Tim Robbins, o próprio Cruise), é sobre aviões e, venhamos e convenhamos, é legal. E que o F-14 enchia os olhos do espectador quando aparecia não há como negar.


O que faltou? Memphis Belle? Tora Tora Tora? Con Air? Batman?? Apertem os Cintos que o Piloto Sumiu??? Ou está cansado(a) demais de viajar para pensar em aviões neste momento?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pior que os imortais da ABL


Eu só assisti a Highlander III porque eu achava impossível existir algo pior que o II. Eu estava enganado. Claro que passei longe do IV, do V e da tal série que até a Globo ousou colocar no ar. Agora anunciam que haverá um remake do filme original, dirigido pelo "cara que comandou Velozes e Furiosos 4".

Não que o filme de 1986 seja lá essas grandes coisas, mas se tinha algo que deveriam ter aproveitado bem dele era o "Só pode haver um".



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Comédia sem bordas de catupiry


Outro dia meu primo enviou um link com um trecho clássico de um filme em que Gene Kelly faz um número de sapateado sobre patins. O que o impressionava era como tudo era bem ensaiado e como o resultado ficava perfeito, em uma cena onde não havia adulteração (ou alteração, se quiser evitar a ambiguidade maliciosa) por efeitos especiais ou trucagens.

Recentemente, vendo Uma Noite Na Ópera, dos Irmãos Marx, parei para refletir um pouco sobre o que havia dito meu primo e sobre a versatilidade dos comediantes das antigas e dos atuais. Chico Marx tocava piano impressionantemente bem e seu irmão, harpa. Jerry Lewis era um exímio dançarino, assim como seu parceiro Dean Martin, que também foi um renomado cantor. Fred Astaire e o próprio Gene Kelly não só dançavam, como também foram coreógrafos. E Charlie Chaplin encantou o mundo como ator, diretor, roteirista, produtor e compositor de trilhas sonoras e canções.

Não quero de jeito nenhum desmerecer o talento dos comediantes de hoje em dia, mas se pararmos pra pensar em termos de diversificação... Jim Carrey... Ben Stiller... Adam Sandler... Will Ferrel... Steve Carrel... Bom, Jack Black toca guitarra e tem uma banda (dupla, na verdade) de rock pesado.

A questão é que os atores passaram a ser "só" atores (tá, um ou outro é roteirista e/ou diretor também), enquanto antes eram artistas.

O que torna algumas cenas e filmes tão memoráveis até hoje, décadas após terem sindo realizadas, é podemos perceber que aquele cara que está ali e realmente fez tudo aquilo ali. E, apesar do dom e aptidão naturais, deve ter ralado muito para conseguir (às vezes até literalmente, já que muitos não usavam dublês, mesmo quando a prática do uso passou a ser comum). Quer algo mais triste que ver Jackie Chan fazendo peripécias com efeitos especiais?

Naturalmente, muitos filmes de hoje em dia acabam sendo mais engraçados e/ou tendo muito mais ritmo, por não serem interrompidos por um número musical ou de dança, mas vale aí a reflexão: Usando este cenário dos atores de comédia apenas como alusão, será que com a correria do dia-a-dia e o comodismo tecnológico nós nos tornamos mais limitados e exploramos menos o potencial dos nossos dons?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Momento Artes Plásticas


Recebi uma indicação para acessar o site de uma artista brasileira, Sonia Menna Barreto. Além de ter gostado de vários dos quadros (ou gravuras, sei lá a diferença técnica) dela, achei também bem interessante o fato de utilizar nomes ou referências de filmes para nomear algumas de suas obras, como Luzes da Cidade, Janela Indiscreta e The Jazz Singer.

E tem uma que mais que justifica o post neste blog:


Quase lembra aquele jogo que já pintou (desculpem o trocadilho) por aqui...

PS.: O blogueiro de Beatles é outro, mas vale destacar que ela também usa títulos de canções dos rapazes de Liverpool algumas vezes, como I Me Mine e Ticket To Ride.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

You want answers???

"Até hoje os cientistas discutem como a vida começou,
se a opção sexual é definida pela genética
e porque você boceja quando alguém boceja.

Os biólogos querem saber como os pássaros migram,
e os nutricionistas se o ovo faz mal a saúde.

Até hoje não se tem certeza de onde viemos,
os filósofos ainda querem entender quem somos
e existem umas duzentas teorias para onde vamos.


Os economistas querem explicar as crises
e os cientistas como o cérebro funciona.

Como você pode ver, não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas!"

Esta é uma vinheta do Canal Futura.

Será que foi bolada pelos produtores de Lost??
Comentário publicado ontem de Carlton Cuse, um dos produtores:

“Algumas vezes não saber de tudo é mais interessante e mais satisfatório. O que dá tanto poder aos mistérios é exatamente a incerteza que os cercam, e tirar isso deles pode significar tirar toda a graça. Portanto, nem tudo ficará claro em Lost, embora nós tenhamos um mapa bem desenhado do que nós achamos que deva ser explicado.”, disse Cuse complementando ainda que a última cena da série já está totalmente planejada.


Espero que ele esteja apenas tentando diminuir as expectativas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

D I 7


E se a invasão alienígena de Independence Day fosse refilmada no Brasil?

O ator principal seria o Selton Mello, pra dar público, e tudo começaria, naturalmente, no dia 06 de Setembro. Os primeiros contatos seriam em Varginha, Quixeramobim e Passo Fundo. Depois, as naves começariam a chegar nos grandes centros...

Em Belo Horizonte, as naves já chegariam aterrizando com ajuda de um manobrista usando camisa da Galoucura. Em Porto Alegre, os ETs desembarcariam às margens do Rio Guaíba, onde alegres pessoas os ofereceriam chimarrão, no porto. Em São Paulo, já viria a primeira dificuldade da ocupação: as naves empacariam no trânsito de 163km no centro, sem contar as saídas pro litoral. E no Rio, a primeira resistência tupiniquim: alienígenas desavisados sobrevoariam um morro em plena disputa pelo ponto e acabariam no meio do fogo cruzado de quadrilhas rivais do tráfego.

A demonstração do poder extra-terrestre começaria em Brasília. Ao som de aplausos e gritos de apoio de uma empolgada multidão, os invasores destruiriam os prédios do Congresso Nacional. A animação da torcida local diminuiria rapidamente ao se darem conta de se tratar de véspera de feriado e, assim como segundas e sextas, os prédios estarem vazios.


As naves continuariam destruindo marcos turísticos do Brasil afora, para gastar a grana dos efeitos especiais e poder montar um bom trailer: o Pirulito da Praça Sete, o Maracanã, o Pelourinho, uma penca de obras projetadas por Niemeyer, a mansão do Edir Macedo e o castelo do Edmar Moreira. O Cristo Redentor seria poupado pra ninguém confundir com o trailer de 2012. A igualmente imponente estátua de Borba Gato nada sofreria, pois as naves continuariam presas no trânsito paulistano.

Na virada da meia-noite, ao vivo da Europa onde fora fazer uma viagem diplomática e aproveitar o feriadão, o presidente Lula faria um inflamado discurso sobre como nada sabia da invasão, como ela não deveria passar de um protestozinho de nada e como tudo deveria ser uma manobra política para tentar desmoralizar o PT. O discurso terminaria com a icônica frase "Essa noite selebramos o nosso dia da independença!"

No dia 07, então o Brasil utilizaria suas maiores armas contra os invasores: mulatas desfilando em micro-biquínis para tirar a atenção; alto-falantes espalhados tocando Alexandre Pires, Bonde do Tigrão e É o Tchan para atordoar; ingressos de graça pro Fra-Fru pra aglomerar e encurralar; e cartão de crédito da Ricardo Eletro, com parcelamento exclusivo em 24 vezes no fogão com IPI reduzido, para fechar a tampa do caixão. Contaminados com dengue, gripe suína e bactérias bizarras que destroem as solas dos pés, os alienígenas voltariam a seu planeta natal onde emitiriam um relatório conclusivo de que é impraticável a vida na Terra e que muito menos houve indícios de vida inteligente no planeta.

Passado o feriado, a população, voltando das praias do Espírito do Santo, ficaria chocada com as notícias da tentativa frustrada de invasão no Jornal Nacional, que não teria tempo em seu editorial para divulgar sobre a sessão extraordinária que aprovou a instituição do auxílio-anti-futura-invasão-extraterrana para os membros do Senado, extensiva a familiares, amigos e apadrinhados.