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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Lar, doce lar


Outro dia a TV estava ligada naquele filme em que o Chandler de Friends fica jovem de novo, 17 Outra Vez.

Certamente, mais esta comédia romântica adolescente teria passado batido se não tivesse pintado na tela a casa do amigo do personagem principal. Totalmente decorada com artigos geeks de cinema, começando pelo quarto com uma cama em formato do landspeeder usado por Luke Skywalker no Guerra Nas Estrelas original:


Apesar de não ser possível encontrar este tipo de coisa em lojas de departamento, é fácil descobrir pela internet pais que "descontam" sua criatividade e paixão pelo cinema nos filhos.

Como este, fã de Spielberg e Tubarão:


Ou este, fã da Millenium Falcon e de Star Wars:


Será que este tipo de gente tem no quarto de casal uma cama com cabeceira no formato do trono de ferro de Game of Thrones?

terça-feira, 21 de abril de 2015

The Vi...


Saiu o primeiro poster do próximo filme do M. Night Shyamalan:


Lembra bastante o de um outro filme do diretor, de 11 anos atrás:


Eu ainda continuo um dos cinco caras no mundo que ainda gosta de Shyamalan e que sabe soletrar seu nome sem parar para pensar.

Que venha a visita.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Defenestrais-vos, ó hermeneutas!


Nunca se é velho demais para aprender coisas novas.

Essa semana estive num diálogo que terminou assim:

- E você falou isso com mais alguém???
- Não, só com você. Porque você é mais fácil de defenestrar.
- Opa, opa! Quê isso??? Não sou facinho assim, não, viu?

O que mais me surpreendeu não foi o fato de eu não conhecer esta fascinante palavra, porque tenho plena consciência das minhas limitações. O que me deixou realmente admirado foi saber, de outra fonte, que esta palavra já havia sido popularizada, e eternizada, em uma crônica do excelente Luis Fernando Verissimo, lá no ano de 1981:

"
Certas palavras têm o significado errado. “Falácia”, por exem­plo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazôni­ca. A misteriosa Falácia Negra.
“Hermeneuta” deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Aonde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada...
Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as ati­vidades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alô...
- O que é que você quer dizer com isso?
“Traquinagem” devia ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
“Plúmbeo” devia ser o barulho que um corpo faz ao cair na água.
Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto “defenestração”.
A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais?
"Nestes termos, pede defenestração..."
Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:
- Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. "Defenestração" vem do francês "defenestration". Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?
Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Les defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim; monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur le Ministre.
- Com prédios de três, quatro andares, ainda era admissível.
Até divertido. Mas daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: "Interdit de defenestrer". Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios “defenestreurs”. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
- É esta estranha vontade de atirar alguém ou algo pela janela, doutor...
- Hmm. O “impulsus defenestrex” de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar - diz o analista, afastando-se da janela.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 172 andar.
- Querida...
- Mmmm?
- Há uma coisa que eu preciso lhe dizer...
- Fala, amor.
- Sou um defenestrador.
E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama:
- Estou pronta para experimentar tudo com você. Tudo!
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:
- Fui defenestrado...
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela!
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti!
"

Agora aguardo ansiosamente a oportunidade certa para aplicar esta palavra.


Num texto daqui do blog, claro.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Melhor emprego


Alguns anos atrás rolou uma competição internacional para preencher a vaga de "melhor emprego do mundo". Era basicamente pra virador zelador de uma ilha australiana, tomando conta de cangurus e nadando perto de águas-vivas venenosas.

Pffff...

Este, sim, é o melhor emprego do mundo: https://jobs.netflix.com/#/jobs/NFX02152/apply


Nada contra o que faço hoje da vida, mas não consigo imaginar forma melhor de tirar sustento que ficar vendo filmes e séries o dia inteiro.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Hanks revisitado


O cara é bom, mesmo. Muito bom. E divertido:


(OK, não é exatamente "todos os filmes do Tom Hanks em 7 minutos", mas ninguém precisa lembrar de coisas como Matadores de Velhinhas ou Jogos do Poder, certo?)

domingo, 15 de março de 2015

Amarelo é a cor mais quente (ou 50 tons de amarelo)


"E o cara vai protestar contra a corrupção usando camisa da CBF."

No auge do desespero para tentar encontrar formas de criticar e descreditar as manifestações deste 15 de Março, os pró-Governo estão se apegando a criar ou a valorizar coisas absurdas: são inúmeras faixas a favor de regime militar, tem gente usando a suástica, a PM está inflando o número de participantes, não tem ninguém do povão lá - inclusive teve um manifestante que ficou o tempo todo dentro da sua Hilux, só buzinando, pra não sair do ar-condicionado e enfrentar o calor lá fora.

Outra coisa que ouvi/ li é a frase que abriu este texto, que mira na ironia (pra não dizer hipocrisia) de se reclamar de corrupção usando o brasão de uma instituição sabidamente corrupta. Neste caso, tenho que concordar. É lamentável que muitos, mas muitos (inclusive eu) tenham ido pra rua usando a camisa da seleção brasileira de futebol.

É lamentável mas, francamente, aceitável se for para combater um mal muito maior. Aceitável e explicável.

Não sou nada ligado em moda, mas, desde que me entendo por gente, tenho a nítida impressão que só vejo pessoas usando amarelo em dias de jogo de Copa do Mundo, quando, por uma visibilidade positiva no resto do mundo, o brasileiro se apega a seus atletas, desassociando-os da instituição pela qual são sustentados. Portanto, nada mais natural que no meu armário, assim como de muitos, exista apenas uma camisa amarela: a da seleção. O que, de fato, é lamentável é que deixemos para exercer nosso patriotismo apenas pelo futebol. Nem mesmo por outros esportes isto acontece.

A verdade é que o brasileiro sempre teve vergonha do Brasil. Sempre confundindo Governo com País, nós, com vergonha genuína e fundamentada de nossos políticos, sempre evitamos trajar o amarelo ou sair com adornos e roupas que enaltecessem a bandeira brasileira.


Mas, parece que chegou a hora em que aprendemos a separar o País do Governo. Chegou a hora de brigar mais por um, contra o outro.

Estamos trazendo o amarelo, o verde, o azul e o branco para os protestos, que em épocas passadas eram exclusivos do vermelho do PT, PCdoB, CUT, MST... Quem foi à Praça da Liberdade hoje viu um show de civismo com civilidade, sem bandeiras de partidos ou de movimentos mafiosos. Passamos a ter coragem de usar o amarelo nas ruas com um propósito diferente do futebol, mesmo que ainda não tenhamos renovado nossos guarda-roupas.

Sonho com um dia em que será comum, como em tantos outros países mundo afora, as pessoas usarem roupas alusivas à bandeira nacional e passarem a deixá-la exposta em janelas e quintais. Com orgulho do Brasil. País e Governo.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Diretores Assassinos


E eu tinha certeza absoluta que Quentin Tarantino, Sam Peckinpah e Oliver Stone eram mais violentos que o Spielberg...


PS.: O que se ganha em matar Orcs, Elfos, Hobbits e Anões indiscriminadamente? O topo do ranking.