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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Uni Duni Tê...



Hoje, brincando com meu filho, me atentei para uma coisa e tentei imaginar o que aconteceria se alguém resolvesse fazer um 'Uni Duni Tê' para decidir entre Anakin Skywalker, Harry Potter e Neo.

"...e O Escolhido foi voooooooo..."


(system failure)

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Regresso em movimento


Seja tradicional, preto-e-branco, mudo, 3D, animação... cinema é, no fim das contas, uma arte de contar de histórias. O que o distingue de outras artes com mesmo propósito pode ser extraído de sua etimologia: "cinema" vem do grego, kinema - movimento.

Nesse sentido, não há, entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme deste ano, produção mais cinematográfica que O Regresso. Sim, Mad Max: Estrada da Fúria é "mais movimentada" que o filme estrelado por Leonardo DiCaprio, mas quantidade é só um parâmetro. Qualidade é também importante. Não que a de Mad Max seja ruim, pelo contrário, mas o que se tem como resultado em O Regresso é cinema em essência e dificilmente poderia ser replicado com tanta excelência em outro formato.


Assim como A Grande Aposta, Brooklyn, Perdido em Marte e O Quarto de Jack surgiram de livros renomados, é fácil vislumbrar Spotlight - Segredos Revelados e Ponte dos Espiões transformados em livros com mesmo ou maior impacto que seus atuais formatos em película (sem desmerecer os feitios de Tom McCarthy e, claro, Steven Spielberg). E quase todos estes outros concorrentes seriam tão interessantes como peças teatrais quanto foram como filmes. Mad Max, que possui enredo simples (em seu núcleo até similar à de O Regresso) e diálogos pouco elaborados, poderia ser desenvolvido tão bem quanto, ou até de forma melhor, em quadrinhos ou videogame.

O que o diretor mexicano Alejandro González Iñiarritú faz é trazer uma dimensão única e complexa, alcançável apenas mesmo com a sétima arte, àquela que poderia ser meramente mais uma violenta história de vingança. E boa parte do mérito deve ser devidamente creditada ao seu diretor de fotografia, o conterrâneo Emmanuel Lubezki, que concebe imagens - e movimentos - belíssimos e complexos. Aliás, será uma grande e desagradável surpresa se Lubezki, já injustiçado uma vez com Filhos da Esperança, não ganhar seu terceiro Oscar consecutivo.

O Regresso pode até perder a principal estatueta deste ano, mas seria um grande erro da Academia premiar a melhor história, em vez do melhor cinema.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O fã de cinema e o gestor de projetos


Aproveitando que o ano está quase começando (afinal, carnaval já é semana que vem), vou divulgar uma atividade que faz parte das resoluções para este ano manter e (principalmente) aperfeiçoar...

Em meados de setembro do ano passado, depois de ler algo aqui neste blog, o meu amigo (e uma das grandes mentes pensantes e atuantes no cenário nacional de Gestão de Projetos), Ítalo Coutinho, me convidou para fazer parte do seleto grupo de colunistas que escrevem regularmente no portal PMKB - Project Management Knowledge Base.


A ideia era de, em textos curtos, traçar paralelos entre o mundo de projetos/ corporativo e o cinema. Intimidado com tantos artigos técnicos bem embasados e estruturados, fui tranquilizado pelo mentor com a explicação de que o site precisava também de textos mais abrangentes. Assim, aceitei com a proposta de tentar trazer um pouco de leveza às tecnicalidades de gestão de projetos e de mostrar que existem formas de contextualizar interesses de lazer e hobbies na realidade do dia-a-dia profissional.

Acesso direto: http://pmkb.com.br/tag/jose-roberto/

sábado, 9 de janeiro de 2016

Pixar, de cinéfilos para cinéfilos


Como se faltasse motivo pra amar a Pixar:


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pega mal, teatro


Lançada a 42a. Campanha de Popularização de Teatro em Belo Horizonte, fui procurar peças infantis pra levar meu filho.

Nenhuma que ele já não tenha ido chamou atenção, mas logo me lembrei de uma recomendação para levá-lo na tradicional, mesmo, dos três porquinhos. Porém, a programação contava com duas peças distintas: "3 Porquinhos" e "Os 3 Porquinhos". Ter que escolher no escuro entre duas pode até parecer uma tarefa árdua, mas pior é quem tem que escolher entre três variações de Frozen.

Enfim, uma rápida lida nas duas sinopses oficiais acabou com minha dúvida: comprei ingresso para a peça que NÃO tinha um personagem chamado "Lobo Mal".

Não dá.

PS.: Não, eu não saberia escolher entre as peças que têm "Ana e Elza", "Anna e Elsa" e "duas irmãs que encontrarão o verdadeiro sentido do amor".

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O odiado


Os Oito Odiados é uma grande decepção.

Não deveria ser, mas é. Quem é fã de Tarantino certamente vai regozijar em êxtase, pois a produção tem exatamente tudo o que se espera de um "filme de Tarantino". E é justamente esta a grande decepção, mais uma vez.

Por um bocado de minutos, Os Oito Odiados parece tentar fugir do anacronismo presente anteriormente em Django Livre (aliás, um dos menores dos inúmeros problemas daquele filme) e nenhuma variação de 'f***', por exemplo, é ouvida. Até que um personagem solta o primeiro e está aberta a porteira para os xingamentos e insultos costumeiros.

E é só depois de uma hora e meia (quase toda a duração de Cães de Aluguel, por exemplo), que um personagem é morto em Os Oito Odiados. Depois da primeira bala, há um festival de mortes, sadismo e violência, em escala suficiente para compensar e tirar da cabeça a ideia de que Tarantino poderia estar se reinventando.


De fato, Tarantino não se contém e acaba se apegando às suas referências de sempre, garantindo que suas tradicionais (e manjadas) marcas registradas sejam impressas e façam-se percebidas.  Não é a toa que o próprio cineasta tenha dito que suas principais influências para este filme foram O Enigma de Outro Mundo e... Cães de Aluguel.

Não há outro motivo, que não deixar uma assinatura sua, para aleatoriamente inserir uma canção moderna neste filme de época, mesmo após contratar um gênio para cuidar da trilha sonora original. E por quê fazer questão de resgatar o 70mm (um formato ideal para grandes paisagens), fazer propaganda, brigar pela projeção, e incluir referência explícitas no roteiro a quão gloriosa a imagem fica no formato, se mais de 80% do filme será confinado a um espaço fechado e pequeno?

Não que centrar a história em único local seja ruim - a limitação do espaço é positiva, pois favorece seu ponto forte. Mesmo assim, se ele ainda sabe escrever diálogos marcantes, aqui mostra novamente como que todos seus personagens nada mais são do que meros transmissores da sua própria voz. As caracterizações são resumidas a títulos e posturas, já que mesmo com educação e históricos culturais bem diferentes, todos conseguem dialogar com uma mesma desenvoltura e uma mesma riqueza de vocabulário. E é bastante suspeito (e enganoso), quando um (ou mais, para não revelar nada) personagem(ns) se revela(m) ser outra(s) pessoa(s), sendo que antes conseguia(m) travar duelos verbais usando informações que não teria(m) como ter.

Estruturando o longo longa quase que como uma peça teatral, durante uma boa parte da projeção Tarantino parece estar usando o western apenas como fachada para um interessante whodunnit, à la Agatha Christie. Mas, infelizmente, termina mesmo provendo um desfecho pobre e preguiçoso, desperdiçando uma trama promissora para surpresas e reviravoltas.

Em resumo, basta assistir ao (bem executado, por sinal) plano de abertura, dos créditos iniciais, para entender a essência de Os Oito Odiados: Ennio Morricone provando que é, e sempre será, um dos grandes compositores da história do cinema (e, sem dúvida, o maior do gênero western), e Tarantino expondo metaforicamente como é seu ego - se Deus é grande, não há nada que ele, Tarantino, não possa tornar tão grande quanto, ou maior, na tela do cinema.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

2016 - O que vem por aí...


Então vamos à minha lista dos filmes mais aguardados do ano:

01. O Bom Gigante Amigo (The BFG)
Fantasia - 30 de Junho
Dir.: Steven Spielberg
Com Bill Hader, Rebecca Hall, Mark Rylance


02. Silêncio (Silence)
Drama - Ainda sem data de lançamento
Dir.: Martin Scorsese
Com Adam Driver, Liam Neeson, Andrew Garfield

03. Assassin's Creed (Ainda sem título em português)
Aventura - 21 de Dezembro
Dir.: Justin Kurzel
Com Michael Fassbender, Marion Cotillard, Brendan Gleeson

04. Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice)
Ação - 24 de Março
Dir.: Zack Snyder
Com Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams

05. Inferno (Inferno)
Thriller - 13 de Outubro
Dir.: Ron Howard
Com Tom Hanks, Felicity Jones, Ben Foster


06. O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (Miss Peregrine's Home for Peculiars)
Fantasia - 18 de Fevereiro (EUA)
Dir.: Tim Burton
Com Eva Green, Samuel L. Jackson, Asa Butterfield

07. Rogue One: A Star Wars Story (Ainda sem título em português)
Aventura - 16 de Dezembro
Dir.: Gareth Edwards
Com Felicity Jones, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker

08. Esquadrão Suicida (Suicide Squad)
Ação - 04 de Agosto
Dir.: David Ayer
Com Will Smith, Margot Robbie, Jared Leto

09. Duas refilmagens:

Ben-Hur (Ben-Hur)
Drama - 12 de Agosto (EUA)
Dir.: Timur Bekmambetov
Com  Jack Huston, Nazanin Boniadi, Rodrigo Santoro

As Caça-Fantasmas (Ghostbusters)
Comédia - 15 de Julho
Dir.: Paul Feig
Com Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Kate McKinnon


10. Duas continuações:

Jason Bourne - Continuação ainda sem título
Ação - 28 de Julho (EUA)
Dir.: Paul Greengrass
Com Matt Damon, Julia Stiles, Alicia Vikander

Truque de Mestre 2 (Now You See Me 2)
Comédia/ Thriller - 09 de Junho
Dir.: Jon M. Chu
Com Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Lizzy Caplan