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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ego no cartaz


Hoje foi divulgado o primeiro cartaz do próximo filme do Spielberg:


Curioso como que quase não dá pra perceber o nome do diretor...

Enquanto isso, o cartaz de Os 8 Odiados grita em letras garrafais "O oitavo filme de QUENTIN TARANTINO".

Já pensou que se os verdadeiros mestres da sétima arte tivessem esse ego teríamos coisas como "O quinquagésimo primeiro filme de ALFRED HITCHCOCK - Psicose"?

Não consigo esquecer deste post aqui de 2012...

sábado, 18 de julho de 2015

Hora da pizza


A Pizza Caraíva apresenta um conceito diferente em seu cardápio. Em vez das tradicionais Margherita, Presunto, À Moda, Calabresa, etc, as pizzas são batizadas com nomes de bandas/ músicos.

A ideia é muito legal, mas traz alguns inconvenientes. Como não há um jeito intuitivo de saber o que tem em cada banda, perde-se muito tempo lendo o cardápio e escolhendo a pizza. E, por mais tentador que seja, não dá pra arriscar às cegas um "Desce aí uma metade Beatles, sem Ringo Starr, e metade Dire Straits, com acréscimo de Eric Clapton".

As coisas fluiriam melhor se houvesse uma associação mais óbvia e direta dos "sabores" com seus ingredientes. Por exemplo, se resolvessem dar nomes de filmes às pizzas, deveria ser algo mais ou menos nessa linha:

Especialidades

Os Pássaros
Pizza de frango desfiado, peito de peru, chester e foie gras. Não tenha medo.

Tubarão
Pizza de aliche, atum e sardinha. Você vai precisar de um prato maior.

O Poderoso Chefão
Pizza de mozzarella e carpaccio com cabeça de cavalo. Uma sugestão irrecusável.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
Pizza de lagosta. Se conseguirmos mantê-las na panela.

Gremlins
Pizza de pimentão verde, rúcula e abobrinha. Só não pode comer depois da meia-noite.

Rocky
Pizza de ovos crus. É só comer essa, socar carnes e correr escadarias que você se tornará um boxeador campeão.

Silêncio dos Inocentes
Pizza de rim de agente do Censo com favas à portuguesa e molho de Chianti. De lamber os beiços.

No Mundo de 2020
Pizza de soylent green. Combina com a pizza Silêncio dos Inocentes (spoiler!)

O Sexto Sentido
Pizza de presunto, calabresa, frango, ao molho à bolonhesa. Eu vejo animais mortos.

Parque dos Dinossauros
Pizza de cabra. A preferida do T-Rex. Até ele te conhecer.

Indiana Jones e o Templo da Perdição
Pizza de cobra, besouro e cérebro fresco de macaco. Melhor que de coração arrancado na hora.

Pulp Fiction
Pizza 'Royale com Queijo' e batatas fritas com maionese. Acompanhada de milk shake de US$5.00.

Snatch
Pizza de calabresa, lombinho canadense, bacon e diamantes. Sucesso entre ciganos.

Os Saltimbancos Trapalhões
Pizza de macarrão. E a barriguis ronca mais que o trovãozis.

Auto da Compadecida
Pizza de carne de sol. Ou de carne de chuva (sazonal) - só sei que é assim.

Cidade de Deus
Pizza de galinha regada a molho pardo. Dadinho de brinde.

De Volta Para o Futuro
Pizza desidratada. Mas aguarde inventarem um hidratador de pizza (acho que vai acontecer lá pra 2015).

A Origem
O chef vai escolher o sabor pra você. E você vai achar que era aquela mesmo que você sempre quis.

Matrix
Pizza de pílula vermelha. Ou de pílula azul. De qualquer forma, assim como a pizza A Origem, é um sonho.


Doces

Minions
Pizza de banana. Boo ya!

Branca de Neve o os Sete Anões
Pizza de maçã. Dá um sono...

Goonies
Pizza de chocolate Baby Ruth com sorvete. Melhor não saber o que estava armazenado com o sorvete.

Forrest Gump
Pizza de bombons sortidos. Você nunca sabe o que vai receber.

Laranja Mecânica
Pizza de leite com ultraviolência. Servida ao som de música clássica.


Sugestões pro chef?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Jogos dos Tronos


Depois de "War" versão Game of Thrones...



...e de "Banco Imobiliário" versão Game of Thrones...



...a Hasbro pensou em fazer "Jogo da Vida" versão Game of Thrones.

Mas, desistiu ao perceber que as partidas iam durar muito pouco.


sábado, 4 de julho de 2015

Menino Maluquinho - A Revelação


Quando você pensa em "Menino Maluquinho", qual a primeira imagem que vem à cabeça?

Certamente, alguma bem parecida com estas dos primeiros resultados do Google Imagens:


Esse arquétipo do Menino Maluquinho já está lapidado no inconsciente coletivo nacional. E com meu filho não seria diferente, mas...

Hoje li o livro original do Ziraldo para ele pela primeira vez. Com sua costumeira atenção, foi absorvendo todos os detalhes da história e das ilustrações. Terminada a leitura, ele, no auge da sabedoria dos seus quatros anos, exclamou:

- Ué, acabou? Mas, ele não usou a panela na cabeça...

(O quêêêê???????)

Estupefato com essa revelação bombástica, como no final de um filme de M. Night Shyamalan, imediatamente folheei o livro novamente para me dar conta de que realmente a notória marca registrada do menino jamais fez parte da sua história: está unica e exclusivamente na (enganosa) capa do livro.


Acho que nunca deixarei de me surpreender com a perspicácia das crianças.

terça-feira, 30 de junho de 2015

As mentes daqui não são como as de lá


Divertida Mente é um dos melhores filme do ano, com certeza. Mais uma vez, a Pixar provou que sabe direitinho como conquistar as mentes (e os corações) de crianças e adultos.

E de americanos e brasileiros.

Em determinado momento, o pai da garotinha protagonista está totalmente desligado da conversa, absorto em seus pensamentos. E o que está tirando a atenção do pai "americano" é diferente do que distrai o pai "brasileiro"...

Comparem no início destes trailers:

Trailer americano


Trailer nacional


Isto é apenas um pequeno detalhe, e certamente não é exclusivo do Brasil, mas é uma amostra de como que a Pixar se preocupa em fazer tudo funcionar perfeitamente para o seu público. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Acessibilidade é importante


Lost ainda é a melhor série de todos os tempos. E o diferencial dela para outras atualmente altamente badaladas é a acessibilidade.

Uma recomendação de Game of Thrones, por exemplo, sai mais ou menos assim: "Você devia assistir! É excelente, muito bem produzida e escrita, tem ótimas atuações, mas... esteja avisado(a) que é bastante gráfica e contém muito linguajar, nudez, violência, sexo, violência sexual, tortura, incesto, defenestração, mutilação, decapitação (em cima e embaixo), furação de olho (no literal e no figurado), exposição de cadáver, reanimação de cadáver, reexposição de cadáver reanimado e homicídio, regicídio, infanticídio, parricídio, personagemfavoritocídio e quase toda variação possível que possa terminar com o sufixo 'cídio'."

Mesmo também tendo violência, drogas, sexo, defenestração, tortura, exposição de cadáver, reanimação de cadáver (por que não?), etc, etc, era possível recomendar Lost virtualmente para qualquer pessoa, sem poréns, pois tudo era tratado de uma forma mais sutil, maquiada ou subentendida.


Muitas vezes algumas cenas mais pesadas são necessárias e servem às histórias de seus filmes e/ou séries. Mas, na maioria das vezes fica a sensação de que a HBO (com Game of Thrones e virtualmente qualquer outra série sua) opta pelo apelativo para ter o efeito de choque e se manter na conversação. Lost, por sua vez, conseguia se manter na conversação e também proporcionava seus momentos de choque, sem apelar.

E era comum, e saudável para sua popularidade, ver Lost sendo discutido não só em bares e na internet, mas também nas mesas de jantar das famílias. Ver uma estreia de temporada ou um episódio final era um evento em que podia ser feito com toda a família reunida. Diversão garantida. Já com Game of Thrones isso é bem mais difícil. O mais provável é que seja constrangimento garantido, como mostra a sátira "Watching Game of Thrones With Your Mom" (aviso: inclusive este curta tem material inadequado).

Num mundo que icentiva um consumo de conteúdo cada vez mais individualista, com os tablets, notebooks e os Nows, HBOGos e Netflixes, o diferencial de Lost foi proporcionar entretenimento que incentivasse a experiência coletiva. If we can't watch together, we will live alone, como numa ilha perdida, certo Jack?

sábado, 20 de junho de 2015

Vamos precisar de um cinema maior


Há exatos 40 anos, após uma conturbada produção que estourou o orçamento, terminou 103 dias após o prazo inicial de 52, foi alvo de críticas do autor do livro em que se baseava, enfrentou incontáveis problemas técnicos e se mantinha num clima de tensão entre dois dos atores principais (um dos quais aparecia constantemente e fortemente alcoolizado para trabalhar), um jovem e inexperiente cineasta apresentava ao mundo o icônico filme que viria a dar origem ao termo blockbuster (no melhor dos sentidos).


Tubarão e Steven Spielberg começaram a fazer história em 20 de Junho de 1975.