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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Chaaaaato...


"As pessoas andam muito chatas. Ou então sou eu que ando muito chata. Não, eu não, eu tenho certeza bissoluta de que continuo legal como sempre fui. Mas, então, de onde foi que saiu essa moda esquisita de toda e qualquer declaração de qualquer pessoa ter que ser sumária e imediatamente rechaçada e criticada? Digamos que você diga/poste em algum lugar que vai tomar uma xícara de café. Em dois segundos alguém comenta "mas não é com açúcar não, né, açúcar faz um mal danado". Voilà, é o que basta para soar o gongo do MMA virtual, com discussões que beiram o bizarro (porque, né, ninguém quer ouvir ou conversar sobre as ideias, a manha é berrar seu ponto de vista e ganhar o bate-boca na marra). O curioso é que o manjado triunvirato de antanho - futebol, religião e política - não é mais o único vilão, qualquer assunto tem o potencial de virar polêmica. E aí é que tá, você nunca vai saber sobre qual tema é seguro conversa. Parece que tá todo mundo na vibe daquele colega de república do meu tio."

Não encontrei um texto tão objetivo (e divertido, por que não?) que expressasse com tanta exatidão o que venho sentido há um bom tempo.  Eu não deveria, portanto, delongar mais no assunto. Mas vou, um pouquinho.

Certa vez, falei com um colega de serviço: "OK, essa é sua opinião. Mas, ela está errada." Era, claro, uma brincadeira. Só que parece que todo mundo anda fazendo isso de verdade. Ninguém mais aceita a opinião dos outros. Se bobear, ninguém mais sequer escuta a opinião dos outros.


Aliás, ninguém mais tem nem opinião. Não. O que todo mundo tem é a verdade. Absoluta e incontestável. E se um outro alguém disser algo contrário, está errado ou não tem propriedade sobre o assunto. Isso em qualquer assunto.

Exemplo bobo: meses atrás me envolvi num "debate" no site do Pato Fu (e/ou da Fernanda Takai). Basicamente porque a Fernanda gravou uma música de seu novo CD solo com o Padre Fábio de Melo e também uma outra com o Paulo Miklos, exaltando a Copa do Mundo, para o Banco Itaú. As críticas foram várias, afinal como que pode "gente morrendo em hospitais, criminalidade galopante, corrupção sem fim, jogadores mercenários, treinador mafioso, políticos ladrões e o Patu Fu (sic) entrando neste ‘circo’ da Copa ‘caça-níqueis’/falcatruas/2014"? Passei a defender a liberdade de escolha da banda, mesmo porque eles nunca levantaram nenhum tipo de bandeira. Pelo contrário, sempre foram bastante ecléticos, flertando com variados estilos, parceiros, versões e modalidades artísticas diferentes em 22 anos de carreira tendo, inclusive, já feito várias vinhetas pra Globo, show em comício político em BH, cedido Sobre o Tempo pra propaganda de montadora de veículos, lançado CD com regravações de músicas religiosas para um desfile do Ronaldo Fraga e composto canção ufanista pra embalar as Olimpíadas do ano 2000. Mas... "as coisas estão bem sérias, quem presenciou o nível de repressão e o absurdo que tem sido a criminalização dos movimentos sociais sabe bem disso. E quando se escolhe fazer parcerias com essas forças repressoras, capital e igreja, tem sim, de aguentar questionamentos".

Parece que quanto menor o mundo fica, conectado, mais as pessoas sabem de tudo. E mais as pessoas têm a necessidade (e facilidade) de dar o pontapé inicial do tal MMA virtual. É fácil postar um comentário no site do Pato Fu. É fácil mandar e-mail desaforado pro GNT enquanto o Saia Justa está no ar. É fácil expor ideias pretensiosas publicamente - qualquer Zé pode ter um blog.  É fácil, e cômodo, destruir a opinião alheia numa rede social. Por sinal, acho que o Zuckerberg só não colocou botão de 'dislike' no Facebook pra não sobrecarregar seus servidores...

Pitágoras sempre esteve certo. O mundo não é chato mesmo. As pessoas é que são. A época de construtivos debates filosóficos ficou pra trás. Agora a tendência é terminar tudo em tragédia grega.

(A autora do texto inicial é Mônica Veado, uma amiga da família e minha ex-professora de inglês. Uma pessoa realmente legal. Tão legal que, no começo da década de 90, eu escolhia minha turma na Cultura Inglesa não pelo nível que eu deveria fazer, mas olhando em qual ela seria professora. Acho que foi ali que ela começou a perceber quão chatas as pessoas podem ser.)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Blown Up


A falta de tempo tá quase quase transformando isso daqui num divulgador de vídeos, mas este não podia ficar de fora:

terça-feira, 29 de julho de 2014

Game Over Atari


Saiu o trailer do aguardado documentário sobre o evento que desencadeou o fim da Atari nos anos 80.

Saiba o que o Spielberg tem a ver com isto:


Xbox, Playstation... Cuidado com os próximos filmes do James Cameron ou Michael Bay.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

E se uma criança tivesse criado o mundo?


Essa eu vi no UOL, mas como sei que tem muita gente que acessa mais este blog do que esses mega-portais que existem por aí, resolvi divulgar aqui.

O artista holandês Telmo Pieper resolveu recriar, de maneira realista, alguns desenhos que havia feito quando criança. O resultado é muito bacana:











Agora quero ver ele fazer Picasso ou Miró de maneira realista...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Celebridades


Em época de Copa no Brasil, notícia de cinema é assim: "A atriz global Bruna Marquezine, namorada de Neymar Jr., atuára em Hollywood num filme sobre celebridades da web, dirigido pelo roteirista de Ela Dança, Eu Danço 5."

Uau.

sábado, 21 de junho de 2014

A la cancha

Uma conjunção astral (que inclui a boa vontade de alguns entes queridos) vai me permitir ver uma partida de Copa do Mundo ao vivo no estádio hoje.


Olhando pro ingresso, rapidamente me veio à cabeça três excelentes filmes:

Nove Rainhas, O Segredo dos Seus Olhos e A Separação.





Argentina 2 x 1 Irã.

Bom palpite pro jogo?

Dificilmente.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Valar... ou não


ATENÇÃO! Texto com SPOILERS até o fim da quarta temporada de Game of Thrones.

Em uma temporada recheada de episódios acima da média, o final da quarta foi... bom. Apesar de certamente ser o melhor dentre os 'seasons finales' da série.

Depois do episódio mais cinematográfico da saga até agora, mas onde nada evoluiu, muita coisa voltou a acontecer. E foi mais ou menos assim:

- Eu tenho um exército de CEM MIL homens! (E um número extremamente pequeno e propositalmente indeterminado de gigantes!)
Meia dúzia de palavras depois...
A cavalaria está chegando! (Quase dá pra ouvir a típica fanfarra de faroeste)
Meia dúzia de mortes depois...
- Recuem! Meu povo já sangrou demais. (É... melhor se render: ninguém quer ver sangue de CEM MIL homens. Afinal, se 300 já derrotaram um exército inteiro - e Cersei estava lá - que estrago não fará um exército de sabe-se-lá-quantos, comprado com dinheiro de Braavos?)
Ops... e será que dá tempo de enviar um corvo praqueles 400 homens que estão escalando a Muralha em um trecho não vigiado e distante dali?

Cena seguinte: uma mulher conversa com uma pessoa que pode utilizar métodos não ortodoxos para curar um cara bem forte que está mortalmente ferido. Não, não é aquela cena da 1a. temporada em que Daenerys pede a bruxa pra curar o Khal Drogo. Mesmo que ambas terminem com: "Posso até salvá-lo, mas ele nunca mais será o mesmo."

Aí, vem ela: Daenerys, Nascida da Tormenta, a Não Queimada, Rainha de Meereen, Rainha dos Ândalos dos Rhoinares e dos Primeiros Homens, Khaleesi do Grande Mar de Grama, Quebradora de Correntes, Mãe de Dragões, Primeira de Seu Nome, da Casa Alcântara Bibiano Xavier de Paula Leocádio Gonzaga Targaryen. Depois de cansar de libertar escravos que não queriam ser libertados e de matar mestres que não mereciam ser mortos, ela resolve prender seus dragões numa catacumba. Agora os produtores podem ficar mais tranquilos com o orçamento e livres de perguntas chatas como "Onde diabos estavam os dragões quando Daenerys atacou Meeren?" ou "Onde diabos estavam os dragões praticamente a temporada inteira???"

Depois do funeral da Muralha, onde quase rola um flerte de Jon Snow com Melissandre (simpática, né? - você não sabe nada mesmo, Jon Snow), acontece a primeira morte significativa do episódio. Bom, isto se alguém se importasse com -ou ao menos se lembrasse do nome de- aquele menino que andou com o Bran por aí (no caso, ele andou e o Bran... bom, deu pra entender).

É, ele acabou sendo apunhalado por esqueletos guerreiros.


E daí surgiu uma criança que lançava bolas de fogo da mão. Não errava uma. Os professores de Hogwarts devem ter ficado orgulhosos.

E o Bran conversou com um velho preso numa árvore, que tem um papinho enigmático ruim estilo Mestre dos Magos. O ancião já foi muitas coisas. Ele pode ou não ser o corvo de três olhos, mas esteve observando a turma do Bran com mil e um olhos (998 +3, se ele for o tal corvo). É. Ah!... E ele vai fazer o Bran voar. (Tipo o Neo no final de Matrix ou tipo a tia Lysa no Ninho da Águia?)

- Hodor! Hodor!
(- PQP, livre finalmente! Este moleque cresceu 2 metros desde que comecei a carregá-lo três temporadas atrás!)

Depois rola uma luta bacana entre Clegane e Brienne. Com direito a golpe baixo de ambas as partes. E nas partes de baixo de ambos. Enfim. E a Arya? Rouba o dinheiro do Cão e o deixa às moscas pra morrer. A Ruthinha é boa, a Arya é má.

Aí... vem o Tyrion. Estrangula o amor da sua vida e mata também, a flechadas, seu próprio pai, ironicamente sentado no trono (o básico, mesmo, não O de Ferro).

Viram só? Vocês assistem a Game of Thrones e esperam torcer por alguém bonzinho? Não há bonzinhos! Tyrion virou um assassino! Arya virou uma assassina! Sansa virou cúmplice de um assassino! Sam Tarly falou um palavrão no episódio anterior! Vai então torcer pro jacu do Podrick ou pelo Gendry, aquele filho do Baratheon que fugiu num barquinho há mais de uma temporada e que ninguém deu mais notícia (numa hora dessas deve estar confraternizando com Jack, Kate, Sawyer e Locke).

E então o Dona Aranha Varys ouviu o sino, que claramente significa que o Mão foi assassinado pelo anão, e pensou rápido: "Putz, tô ferrado. Será que o Jamie vai dedar que eu ajudei Tyrion a fugir? Será que vão colocar uma Mão mulher no lugar do Tywin? Um Mão esquerda que não tem a direita? Um Mindinho sequer? Não vou ficar aqui pra ver." E partiu, pra deixar o Pequeno Conselho menor ainda.

Também partiu a Arya, pra Braavos. Provavelmente pra aprender a mudar de cara.

São uns dez meses de viagem até começar a próxima temporada. É bom não toparem com nenhum navio Greyjoy (especialmente com um Ramsey Bolton dentro) no meio do caminho.