Depois de uma incompreensível mudança de gênero em uma continuação cheia de tiros, explosões, tortura e (como não?) mortes, o mundo de Carros volta às origens com um filme mais tranquilo sobre corridas, amizade, paixão pelo esporte e choque de gerações. E devolve o protagonismo para Relâmpago McQueen.
Estas decisões agem enormemente em favor de Carros 3. Os acontecimentos de Carros 2 foram praticamente (se não completamente) ignorados e Mate, por mais engraçadinho e bacana que seja, já havia provado que não tem como sustentar um longa como personagem principal.
Carros 3 facilmente agrada quem gostou do primeiro e quem está buscando algo mainstream, mas menos agitado, dentro dessa invasão de super-heróis no cinema. Embora o filme termine em um ponto interessante (e, vejam só, o empoderamento feminino chegou também a este mundo), se a Pixar for inteligente criativamente (sabe-se lá financeiramente) encerrará a saga deste seu herói e voltará a investir em histórias originais.
Mas, claro, não sem antes completar Os Incríveis 2, por favor!
Carros 3 (Cars 3), 2017
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