Sou um entusiasta de todos os aspectos das produções cinematográficas, então a música não poderia ficar de fora da minha apreciação. Trilha sonora é igual cabelo: uns têm bom, outros têm ruim e outros nem têm (Achou estranho? Não viu
Os Pássaros nem
Onde Os Fracos Não Têm Vez, né?) E se o cabelo é o molde do rosto, a trilha é o molde do filme. Imagine, por exemplo,
Guerra Nas Estrelas,
Superman,
Tubarão e
Indiana Jones sem o John Williams. É o mesmo que tentar visualizar Catherine Zeta-Jones ou Charlize Theron sem cabelo, certo? (Tá, sei que os marmanjos estão tentando é visualizá-las sem roupa, mas vamos manter o foco.)
E John Williams é apenas um dos Jassas do cinema. Existem outros grandes nomes, que nem vou começar a citar, pra não correr o risco de esquecer algum. Porém, um deles é o foco deste post: o alemão Hans Zimmer, que fez excelentes trilhas para vários filmes, que nem vou começar a citar, pra não correr o risco de esquecer algum. (Curioso é que ele surgiu de uma banda pop, The Buggles - do sucesso Video Killed The Radio Star - assim como, o também Jassa, Danny Elfman, que surgiu do Oingo Boingo - do sucesso Stay).
A última proeza de Zimmer foi em um certo
A Origem. Sei que já explicitei
aqui meu agrado pelo filme e que deveria me ocupar com outros assuntos, mas a obra do Christopher Nolan se recusa a sair da minha mente e eu precisava compartilhar este achado com vocês.

A música de A Origem "me ganhou" já no
trailer. O que é muito perigoso, pois raramente trailers usam as trilhas finais do filme. E, não deu outra: a
música (Mind Heist) ali usada era de um tal de Zack Hemsey. Porém, a composição final do Hans Zimmer se mostrou ainda mais interessante, intrigante e harmonizada com o que desenrolava na tela.
Li em algum lugar sobre a relação direta da música "Non, je ne regrette rien" da Edith Piaf, que também é usada no filme, com a trilha instrumental do Zimmer. E, sem entregar muito do roteiro, a idéia genial do compositor casa perfeitamente com a idéia dos níveis e noções do tempo criados para o filme. Veja neste rápido e obrigatório link:
http://www.youtube.com/watch?v=UVkQ0C4qDvM
Demais, não?
Acho que é o primeiro caso de escova progressiva na história da música no cinema.
(PS.: Não entendo nada de cabeleireiros, mas espero que o Jassa seja tão bom quanto é famoso, senão minha analogia vai pro espaço. Ou pro limbo)