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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Filmes para refletir hoje


O que um elogiado drama baseado em fatos reais, uma adaptação de quadrinhos recheada de ação e efeitos visuais e uma comédia independente sarcástica e inteligente têm em comum?

O dia de hoje.

Não entendeu?

Então é porque falta assistir aos três filmes abaixo. Ou pesquisar no Google coisas como "29 de Agosto" e "dia nacional".



O Informante


Constantine

Obrigado Por Fumar

Eu sugiro os filmes em vez do Google. São boas opções em estilos bem diferentes: pelo menos um deles vai agradar. Na pior (ou melhor, no caso) das hipóteses, fica a mensagem que ecoa nas três produções.

Cuidem-se. 
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mantenha a calma e adivinhe o filme


A internet é cheia de modas... É meme, é Mussum, é sei-la-o-quê. Uma não tão recente, mas que ainda é forte e até já se expandiu para camisetas, cartazes, etc., é a do "Keep Calm...".

Em 1939, o Governo Britânico fez um cartaz motivacional escrito "Keep Calm and Carry On" (algo como "Mantenha a Calma e Continue") para ser espalhado pelo país, caso houvesse uma invasão nazista. Naturalmente, ele não precisou ser usado e acabou ficando na obscuridade, até ser redescoberto por acaso em 2000. De lá pra cá, caiu em domínio público e na graça de publicitários e engraçadinhos, que passaram a fazer variações com a segunda parte do lema, criando uma infinidade de slogans ou frases de impacto como "Keep Calm and Have a Beer", "Keep Calm and Listen to the Beatles", "Keep Calm, You're Only 30" e por aí vai...


Algumas das criações que vi fazem referências a filmes, como "Keep Calm and Call Batman", "Keep Calm, We Have a Hulk" ou "Keep Calm and Expecto Patronum"...

Na onda, resolvi criar (ou pelo menos acho que criei, não sei se já existem) algumas próprias. Tentem adivinhar a quais filmes estas 20 frases fazem referência:  (tá fácil... mas se não der, é só marcar na frente do texto com o mouse que a resposta aparece)


Keep Calm and Use the Force (Guerra nas Estrelas)
Keep Calm and Save Ferris (Curtindo a Vida Adoidado)
Keep Calm, Where We're Going We Don't Need Roads (De Volta Para o Futuro)
Keep Calm e Traz a 12 (Tropa de Elite)
Keep Calm and Hakuna Matata (O Rei Leão)
Keep Calm and Carpe Diem (Sociedade dos Poetas Mortos)
Keep Calm and Take the Red Pill (Matrix)
Keep Calm, It's Alive! (Frankenstein)
Keep Calm and Follow the Yellow Brick Road (O Mágico de Oz)
Keep Calm and Spin the Top (A Origem)
Keep Calm and Call It, Friendo (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Keep Calm, I Am Your Father (O Império Contra-Ataca)
Keep Calm and Don't Panic (O Guia do Mochileiro das Galáxias)
Keep Calm, I'll Be Back (O Exterminador do Futuro)
Keep Calm and Phone Home (E.T. O Extra-Terrestre)
Keep Calm and Get a Bigger Boat (Tubarão)
Keep Calm, Life's a Box of Chocolates (Forrest Gump)
Keep Calm, Here's Johnny (O Iluminado)
Keep and Don't Move! He Can't See Us If We Don't Move (Parque dos Dinossauros)
Keep Calm and Nuke the Fridge (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal)

E você? Qual seria sua criação?...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Que fim levou Batman?


Christopher Nolan divulgou em nota que nunca planejou seu Batman como uma trilogia. E mesmo tendo feito de Batman Begins um filme único e, posteriormente, de Cavaleiro das Trevas sua única continuação, sem pontas propositalmente soltas, o diretor conseguiu transformar Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge em uma excelente conclusão para o que acabou parecendo ser um mesmo filme, de sete horas e meia de duração. Remetendo a elementos, temas e personagens das histórias anteriores,  o Ressurge funciona não só como uma jornada incrível separadamente (com ótimas atuações, um vilão ameaçador, cenas de ação de tirar o fôlego, excelente trilha sonora, etc.), mas também como um fim satisfatório de uma saga.

Os minutos finais, especialmente, são de uma grandiosidade emocional de fazer o público vibrar e bater palmas, como nos cinemas de antigamente. É de se estranhar que algumas pessoas não tenham gostado de certos aspectos ou que até tentem argumentar que existe ambiguidade no que é apresentado.

ATENÇÃO: O texto contém SPOILERS, leia somente se tiver assistido.

Ao contrário de A Origem, Christopher Nolan não deixa espaço para dupla interpretação. Enquanto na sua incursão ao mundo dos sonhos o diretor deixa o espectador preso à ótica do personagem de Leonardo DiCaprio, neste Batman não há porque interpretar o final como um sonho ou imaginação de Alfred. São apresentados os pontos de vista de vários personagens, não só o do mordomo - Lucius Fox  descobre que Bruce Wayne deu um jeito no piloto automático do Morcego, Jim Gordon encontra o bat-sinal consertado, John Blake busca os itens deixados por Wayne em seu testamento (mas que claramente foram deixados lá após sua "morte"). A não ser que eles estejam em um sonho coletivo e que o nome original do filme seja Batman: Inception Reloaded, a ambiguidade está descartada. Sábia e maestralmente Nolan dá um desfecho compensador aos personagens principais de sua saga: Alfred (em uma emocionante e impagável atuação de Michael Caine) vê seu sonho se realizar;  Lucius Fox descobre a verdade sobre o destino de Wayne; e este, por sua vez, finalmente encontra paz sobre as mortes que modelaram sua vida.

E quanto ao Batman?

Muitos reclamaram que Nolan não teve "coragem" de matar o homem-morcego. Mas, se tantas vezes os quadrinhos e o cinema já ressuscitaram tantos super-heróis, para que perder tempo matando literalmente o personagem? Entendam, Batman morre, sim, ao final da projeção. O Bruce Wayne mostrado em Florença é claramente um Bruce Wayne bem diferente, "livre" daquela sua outra personalidade que cada vez mais o consumia psicologicamente e o destruía fisicamente. "Ou você morre herói, ou você vive o suficiente para se tornar o vilão", certo? Batman morre, e um novo Bruce Wayne surge (de repente até com nova identidade e passado, ajudado pelo software que passou para Selina Kyle).

Batman morre e, mais do que executar um simples sacrifício heroico e altruísta, cumpre a função que todo herói deveria cumprir: deixa um legado, um exemplo, uma fonte inspiradora para que haja continuidade naquilo que a humanidade deveria abraçar - Praticar o bem vale a pena, o bem é o que prevalece e perpetua.


Chamem esta continuidade de Robin, Asa Nortuna, Batman 2.0, o que for. Eu não me importo. Eu simplesmente me levanto e aplaudo Christopher Nolan.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Onibusfobia


Pegar ônibus parou de ser interessante: antes se economizava R$ 1,50, ao ler um Estado de Minas sobre o ombro do passageiro do lado; agora se economiza apenas R$ 0,25, pois o pessoal insiste em só comprar esses jornais sensacionalistas, como o Super Notícia.

O lance é que se tem a opção de simplesmente não ler as porcarias dos demais passageiros. Mas ouvir, não há como evitar:

- O diretor disse que a maior dificuldade foi achar um vilão que fosse à altura do Coringa.
- Ah, não tem como.
- Então ele investiu pesado em efeitos especiais.
  (como é que é a lógica???)
- Por quê? Não conseguiu um ator bom?
  (sério que faz sentido?)
- Conseguiu. Mas bom ator mesmo é o que faz o Batman. E ele disse que este papel foi a melhor coisa que aconteceu na carreira dele.
  (ele disse isso antes ou depois de ganhar um Oscar?)
- É verdade, mas ele já começou bem. Com O Nome da Rosa ele já começou atuando ao lado de Sean Connery!
  (jesus! ah, é tudo "christian"mesmo, né?)
- Pois é... Ele fez um outro filme muito bom também... De mágico. É ele contra aquele ator que fez o Wolverine.
- Ah!... O Ilusionista!
- Esse mesmo!!! Muito bom.
  (nãão!!! moço, me dá um Super Notícia, rápido!)


domingo, 15 de julho de 2012

Coleção Rocky Completa


No estilo Facebook...


terça-feira, 10 de julho de 2012

A Marvel em apuros


Os Vingadores ganhou a simpatia da crítica e rendeu perto de US$ 1,5 bilhão no mundo inteiro, tornando-se a 3a. maior bilheteria da história. Com isto a Marvel pode relaxar que o leite dos meninos está garantido para as próximas décadas, certo? Bem, até pode, mas não deveria.

Só o sucesso de um filme não garante a longevidade (dos lucros) de uma franquia. Nenhuma continuação daquele que é considerado o primeiro blockbuster da história, Tubarão, conseguiu respaldo de público ou crítica. Os executivos insistiram até o quarto segmento, na expectativa de espremer alguma coisa na carona do original. Mas, o mundo teria sido bem melhor se nenhuma continuação tivesse existido. Inclusive para a Universal Studios.

Para quem acredita que é impossível um fracasso similar dos derivados de Os Vingadores, basta lembrar do Titanic (o navio que nem Deus afundaria, não o filme) e analisar os seguintes pontos que podem colocar a Marvel em apuros:


1) A interdependência das histórias

A Marvel fez um bom trabalho ao criar um alicerce (e um clima) com os filmes que antecederam Os Vingadores. Mas, e agora? Homem-de-Ferro 3 já está sendo filmado e as sequências de Thor e Capitão América já estão em pré-produção. Como fazer para que os espectadores não tenham o impulso de questionar as situações em que os heróis se encontrarem em seus filmes-solo? "Pô, Homem-de-Ferro, você ficou amigão do Bruce Banner... Chama o Hulk aí pra te dar uma mão!" "Ô Capitão-América mané! Se o Gavião Arqueiro aparecer pra meter flecha nessas caras, você manda escudo naqueles outros ali e tudo se resolve!" A solução está no desenvolvimento de roteiros bons e cuidadosamente preparados, porém quando um estúdio já monta um cronograma de lançamento de continuações sem nem ter roteiristas definidos ainda, a desconfiança fica grande.

Thor 2 já tem um problema que fatalmente se estenderá a todo universo Marvel no cinema, caso não haja um planejamento definido. Sem colocar spoilers, basta apontar que os eventos ocorridos com o personagem título e Loki, após o final de Thor, parecem ter sido ignorados em Os Vingadores. Então a continuação "perderá" tempo explicando o que ocorreu nesta linha do tempo, correndo o risco de entediar o público com a sensação de "já sei como isso termina"? Ou a abordagem será de continuar diretamente de onde Os Vingadores acaba, correndo o risco de deixar a franquia de Thor sem continuidade ou coerência lógica?

À medida que a teia de histórias começa a crescer, mais difícil fica de amarrar todas as pontas.

2) Os vilões (quais?)

Ao final de Batman Begins, o futuro comissário Gordon entrega a Batman o cartão de visita da próxima ameaça a Gotham: uma carta de baralho, o Coringa. Com esta simples imagem, já está estabelecida a expectativa para o próximo filme. Enquanto a DC Comics possui vários vilões no consciente coletivo pop, pouquíssimas pessoas sabem nomear algum nêmesis da atual formação dos Vingadores. Quase ninguém saiu do filme do homem-morcego com dúvidas do que estava por vir, mas a grande maioria que viu a cena "pós"-créditos de Os Vingadores ficou sem saber exatamente do que se tratava. Somente os mais aficionados identificaram o megavilão dos quadrinhos, Thanos, deram sentido para o monólogo e se empolgaram com as possibilidades futuras. Mas, será que é possível fazer um filme na mitologia do Thanos que agrade ao público geral que gostou de Os Vingadores? Thanos é um titã, um ser de outro planeta, que nas HQs travou batalhas intergalácticas com os heróis da Marvel, cortejou a Morte (literalmente, personificada) e chegou a dizimar metade dos seres do universo só para impressioná-la (!?!?). Um pouco exagerado para vir na sequência de uma batalha aos arredores da Torre Stark, não? E Capitão América, Viúva Negra e Gavião Arqueiro colocariam roupinha de astronauta para lançar escudo, dar tiro e soltar flecha no vácuo? Contra um alienígena megapoderoso???

Mesmo que o bom senso reine e Thanos fique de lado por enquanto, a Marvel ainda continua sem vilões que "chamem" o público. A solução seria, diriam os fãs, partir para a linha da "Crise Infinita", aquela que nos quadrinhos trouxe os heróis travando uma guerra entre si. Mas, herói contra herói não foi o que já rolou em pelo menos metade de Os Vingadores? Mesmo responsáveis pelas melhores partes do filme (talvez por falta de "bons" vilões?), simplesmente repetir ou expandir os pontos fortes do primeiro raramente é uma boa saída para uma continuação. E, sinceramente, não é possível fazer uma 'guerra' entre apenas seis personagens... Então basta acrescentar outros personagens famosos da Marvel para alcançar sucesso. Claro! Mas...

3) Os malditos contratos

Antes de ser adquirida pela Disney, a Marvel já tinha cedido a Sony e Fox os direitos cinematográficos de Homem-Aranha, Motoqueiro Fantasma, X-Men, Quarteto Fantástico e Demolidor (o herói cego, não o Stallone-e-o-caso-das-três-conchas). Como os estúdios rivais não abrem mão da oportunidade de lucrarem com suas propriedades individualmente, a Marvel não pode usar estes heróis, nem seus vilões, nos filmes sob a batuta da Disney (como é o caso dos Vingadores).

Além disso, os contratos de múltiplos filmes com os atores trazem dois tipos de efeitos colaterais indesejados: a) o baixo nível de elemento surpresa e b) a dependência do desenvolvimento das histórias à renovações contratuais.

O efeito de a) fica em evidência com a divulgação que Chris Evans e Mark Ruffalo, por exemplo, têm contratos para seis, nove filmes com a Marvel. Quando Christopher Nolan anuncia que encerrará sua trilogia de Batman com O Cavaleiro das Trevas Ressurge e ainda escala Bane, um vilão que nos quadrinhos deu um destino trágico ao herói, a expectativa fica grande, pois qualquer coisa pode acontecer. Agora, se já é sabido que determinado personagem vai necessariamente aparecer em pelo menos mais quatro, oito filmes, o que está em jogo?

Já b) tem nome, sobrenome e um Jr na frente. Homem-de-Ferro 3 marca o fim do contrato de quatro filmes que Robert Downey tem com a Marvel. com isto, a produtora vai ter que desembolsar uma gorda quantia de dinheiro para não ter que partir para uma das duas opções: trocar o intérprete de Tony Stark (péssima saída  para qualquer franquia) ou propor uma nova formação para o grupo de heróis (tendo que, arriscadamente, apelar para personagens "B", já que os conhecidos já citados não podem ser usados). E enquanto esta situação toda não se resolve, o roteiro de Os Vingadores 2 não pode ser desenvolvido, ameaçando a criar mais um integrante da lista de continuações arruinadas por roteiros escritos (ou remendados) às pressas. 


Enfim, se não for muito bem cuidada, a fonte pode secar e a Marvel pode se ver enfrentando sua própria Crise Infinita.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Show de Quem?


Parte de um projeto do SESC Belenzinho em que bandas resgatam um disco clássico de sua discografia para uma série de shows, o Pato Fu vai tocar o repertório do álbum "Gol de Quem?", no final de Julho em São Paulo.



Particularmente, apesar de já acompanhar a banda na época deste ótimo CD de 1994, torço pra o show chegar a BH também. Aliás, iria ao show de qualquer álbum das antigas que o Pato Fu resolvesse tocar.

PERGUNTA: Se você pudesse escolher um álbum para um artista ou banda resgatar em um show hoje em dia, qual escolheria? (Até vale pensar em reunião da formação da época, mas tem que ser factível, ou seja, não vale ressuscitar ninguém! - o que, pra mim, elimina Beatles e Queen, de cara).

Acho que eu ficaria com um desses cinco...

Brothers in Arms (1985) - Dire Straits
Marvin the Album (1994) - Frente!
Se não Guenta, Por Que Veio? (1998) - Maskavo Roots
Tá na boa (1999) - Tianastácia
Estamos Adorando Tóquio (2000) - Karnak

E aí?