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domingo, 16 de fevereiro de 2020

E o prêmio vai para...


Ao receber a notícia de que a TV estava bloqueada domingo passado, reservada para mim, meu filho quis logo saber o porquê. "O que é o Oscar?" foi a pergunta seguinte e eu, de forma calma e sucinta, mas nada chata (pelo menos vejo assim), discorri um pouco sobre a escolha dos indicados pelos quase 9 mil membros da Academia, exemplifiquei as diversas categorias, ressaltei a importância da premiação dos melhores filmes do ano.

Este fim-de-semana, perguntou se iríamos ver o Oscar de novo. Achando que a preocupação era com a disponibilidade da TV, esclareci que acontecia somente uma vez por ano. Então, já que minha agenda estava livre, fui intimado a ir ao cinema ver Sonic - O Filme. Como não se recusa convite para o cinema, levei-o.

Percebi durante a projeção que ele ria e se empolgava nas horas certas. Ao final, se antecipou ao meu tradicional "E aí, gostou?":

- Pai! Esse filme certamente vai estar no Oscar!

Sorri. Sem querer contradizê-lo, mas também sem querer alimentar esperanças vãs, respondi:

- Ah, mas só tem um problema. Lembra que eu te disse que o Oscar acontece no comecinho do ano para premiar os filmes do ano anterior? Pois é, acontece que eles costumam só colocar filmes que surgem mais no final do ano. Eles acabam se esquecendo dos filmes que estrearam no começo do ano, como esse...

- O quê??? Como alguém esquece um filme desses? Eu nunca vou esquecer.

Eu ia. Mas agora eu também nunca vou me esquecer.

sábado, 8 de setembro de 2018

Colhendo


Fim de almoço, TV ligada no 'Terras de Minas'. De repente, me dou conta que mudou para 'Só Toca Top'. Começa a tocar Harmonia do Samba e meu filho (agora com 7 anos) de olho.

- Tá na hora de trocar de canal, hein?!

- Mas, pai, vai ter Beatles no Só Toca Top!

- Não, filho, não vai.

- Vai! Eu vi um cara dos Beatles.

- Não, filho, não viu.

- Vi, sim. Um cara dos Beatles com violão.

- Não era um cara dos Beatles.

- Era, sim! Eu vi.

- Menino, era outra coisa, mas não Beatles!

- Era. Dos Beatles. Com violão.

- Não, não era!

- Eu vi e ponto final.
(pronto, não há mais como conter a irritação)

- Olha, um cara dos Beatles NÃO vai no Só Toca Top!

- Vaaaai.

- Não vai, não!
(ele aponta pro cara do Harmonia do Samba:)

- Eu vi esse cara aí antes e ele tá tocando agora, então o cara dos Beatles vai tocar também.

- Olha, se tiver um cara dos Beatles no Só Toca Top, você pode me chamar de Priscilla!!!
(3 segundos de silêncio, meu filho processando a informação)

- Ei Priscilla...

- Ou! Não!!! Não pode!

- Uai, pode! Eu vi um cara dos Beatles com violão no Só Toca Top.

- Não! É a partir de agora!

- É a partir de agora que eu tenho que te chamar de Priscilla?

- Não! Arrgh. É a partir de agora que tem que aparecer um cara dos Beatles pra você poder me chamar de Priscilla!
(silêncio permanece até o fim do Harmonia do Samba)

- Pai... do que é pra eu te chamar mesmo?

- De nada, menino!

- Não, se aparecer um cara dos Beatles, do que é pra eu te chamar?

- De nada! Você pode prestar atenção aí nessa porcaria de programa, que NÃO VAI tocar um cara dos Beatles.

- É de Priscilla, né?

- ...

- Mãe... me mostra uma foto dos quatro Beatles?


quinta-feira, 27 de abril de 2017

The circle of life goes on...


25 de Abril de 2017, 15:12



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Filhos e suas prioridades...



Não tão sofrida como essa de três anos atrás, mas...


- Sabe, não tenho visto seus coleguinhas Luca e Ana na hora de ir te buscar... Eles saíram da escola?

- Não. É que hoje eles foram embora mais cedo.

- É?

- É. O pai deles passou lá antes do cineminha.
  (cinema? alguém disse cinema???)

- Ah, é? Eles foram pro cinema com o pai?
  (qual fime? qual filme??? Trolls? Cegonhas?? Doutor Estranho???)

- Não. Eles foram embora antes do cinema na escola.

- Cinema na escola! E foi o quê?

- Foi... bom.

- OK, mas teve o quê, no cinema da escola?

- Jujuba!




terça-feira, 11 de outubro de 2016

Agora tem que pular no sofá


Aeroporto de Confins, 13:21h, 10 de Outubro de 2016

Estava distraído após emitir minha passagem quando alguém me aborda:

- Com licença...
- Pois não?
- Desculpe incomodar, mas... você não é aquele cara do blog Padecin?
- Uai, sou eu mesmo.
- Olha, meu nome é Edgard. Edgard Scandurra. Esta é a Taciana Barros e aqui está parte da galera da minha banda Pequeno Cidadão. Sabe o que é? É que nós somos muito fãs de você. Lemos o blog todos os dias... quer dizer... umas quatro vezes por mês, que é quando você atualiza. Bom, de qualquer forma, podemos tirar uma foto com você?
- Sim, claro.



sábado, 17 de setembro de 2016

Mesmo com grande esfurso


Aconteceu domingo passado...

Meu filho, 5, me explica que ursos gostam de dar abraços.

Em seguida:

- Papai, me dá um abraço e imita um urso!

Imediatamente dou-lhe um grande abraço e me esforço para soltar a melhor imitação possível:

- Ôôôôônnrrrrgh!!!

Atônito, olha para mim e diz:

- É para imitar um urso, não o Chewbacca!


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Filosofia na tosse


Vendo meu filho de quatro anos, quase cinco, com uma incômoda tosse antes de dormir, resolvi passar um pouquinho de Vick VapoRub em seu peito.

- O que é isso, papai?

- É Vick.

Apontando para seu pijama, perguntou:

- Igual esse "Vick" aqui???


***

Ainda houve um epílogo, duas manhãs depois:

- Ah, olha que bom! Acho que você está melhor.

- Mas, eu ainda estou tossindo...

- O importante é que durante a noite você não tossiu. A gente ouviu.

- Não... Se eu não tossi, vocês não ouviram.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Amigo oculto


Quem não tem Instagram usa o Blogger:


Presentes de amigo oculto deste ano. Duplamente vintage, duplamente legal.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Papai Noel não existe


Ontem fui prestigiar a apresentação da escola de balé em que minha sobrinha faz aula.

Na porta do teatro uma pessoa estava distribuindo o seguinte cartão de visita:


No verso, apenas contatos telefônicos e eletrônicos.

Dei de ombros e compartilhei do "E aí???" da minha esposa - afinal, qual era o negócio desse povo? Figurino? Cenografia? A única conclusão que dava para se tirar era de que o cartão não cumpria um de seus principais objetivos.

Enfim...

Olhando o programa, fiquei até animado. Aparentemente as meninas iriam dançar temas de filmes como Lilo & Stitch, Indiana Jones, Harry Potter, Star Wars, Minions, Frozen e, claro, variadas princesas da Disney.

O espetáculo começou e logo foi explicado que o tema era "viagem a Orlando - Disney e Universal". Já ganhou o primeiro ponto por não ser "viagem à Disney". De cara, o Mickey e a Minnie entraram pela plateia, acenando e caminhando até o palco. E eu imaginando a reação do meu filho de 4 anos, sentando lá na frente com meus pais e minhas irmãs. Chegar em cima da hora dá nisso.

As apresentações foram desenrolando, as bailarinas com figurinos remetendo aos filmes, as músicas em sua maior parte aproveitadas das trilhas sonoras originais, o fundo do cenário sempre com uma projeção acompanhando os temas e eu já achando tudo muito legal.

Até que...

O empolgante e pomposo tema de Star Wars começa a tocar ao mesmo tempo em que um Stormtrooper aparece no corredor da esquerda do teatro e o Kylo Ren no da direita. Mais do que escolherem já um personagem de O Despertar da Força, o que me surpreendeu foi como que o figurino e a caracterização de ambos estavam realmente bons. Se os Mouses já tinham ficado muito acima do padrão de festinhas e trenzinhos de parque por aí, estes dois definitivamente se destacaram.

No final, eles, fazendo gracinhas, junto com Mickey, Minnie e todas as alunas e professoras voltaram ao palco para os agradecimentos. Minha preocupação foi perguntar ao meu filho se ele tinha gostado e, principalmente, o que tinha achado dos personagens e das duas apresentações da prima dele.

Depois, somente ao chegar em casa, consegui raciocinar e, de forma bem espontânea, falei pra minha esposa:

- Uai, já sei do que se trata esse tal de "Encanto e Magia". Certamente são aquelas pessoas que se fantasiaram de Mickey, Minnie e Guerra nas Estrelas!

Meu filho, como que surgindo "do nada":

- Ah, eu bem que sabia! Eu sabia que eles não eram de verdade! Eu vi que o Mickey e a Minnie não mexiam a boca e que o soldado das Guerras nas Estrelas tinha um pedaço de ferro soltando da perna dele.

(...)

Meu cartão de visita?

"PAIS
 Transformando fantasias em decepções"

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O pescoço


Por algum motivo, que não pode ser sua origem francesa (uma língua cheia de 'ç' e 'è'), o display do meu carro não mostra os caracteres especiais, como acentuação, dos nomes das músicas e artistas que estão sendo executados pelo pendrive. Tais letras simplesmente são omitidas.

Então, é possível ouvir "Relicrio" com 'Cssia Eller', "Sonfera Ilha" dos 'Tits', ou, se quiser desandar prum lado brega (não é o meu caso), pode até ser "Alma Gmea" do 'Fbio Jnior'.

Mas, engraçado é a Marisa Monte cantando "O Céu":



(OBS.: originalmente eu ia escrever "Mas, bizarro é O Céu da Marisa Monte", mas se o espírito da Renault baixasse no Blogger não ia soar nada bem)

sábado, 21 de novembro de 2015

Bife ali na mesa


Em um dos seus discursos, na temporada de premiações de Gravidade, o diretor mexicano Alfonso Cuarón revelou, rindo, que o filme tinha ficado tão bom porque sua equipe (essencialmente americana) não tinha entendido tudo o que ele tinha pedido.

Realmente, palavras ou frases mal-interpretadas podem trazer à tona ideias de sucesso.

Fim-de-semana passado, numa pousada/hotel-fazenda em São Gonçalo do Bação, depois de ouvir umas duas ou três pessoas comentarem sobre "ir lá na charrete", meu filho (4 anos) estava decidido:

- Eu quero ir na lancharrete.

E assim pode ter criado a versão rural do food-truck.

sábado, 17 de outubro de 2015

Bichos e bichoutros


Fica outra dica.

Uma amiga acabou de lançar seu primeiro livro infantil. "Um Bicho você já sabe o que é. Mas, e um Bichoutro? Os bichoutros são bichos inusitados que só aparecem por meio de associações imagéticas. Bichos e Bichoutros é, também, um livro educativo, pois, propõe reflexões e atividades para sala de aula, incentivando pais e professores a contextualizar a leitura da criança e a acompanhá-la na produção de um livro de imagens com seus bichos preferidos."


Disponível segunda-feira nas lojas Leitura e on-line, por enquanto, na Arte Pau Brasil e Cia. dos Livros.

Quem tem oportunidade de ler para crianças, taí uma bela chance de prestigiar o trabalho Made in Minas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Extra! Extra!


Atenção! A edição de Outubro da revista PREVIEW está nas bancas com um bônus imperdível:


Um pertinente e edificante comentário de 90 palavras escrito por José Roberto Costa, na seção de cartas dos leitores (rs).

Próximo passo: capa da revista.

sábado, 26 de setembro de 2015

Verdades sejam ditas


Ontem foi o último capítulo de Verdades Secretas. Não sou de criticar algo que não vi, não vejo sentido racional nenhum nisso, mas não tenho como não deixar de expressar algo sobre o que está sendo dito por aí.

Houve muito burburinho sobre uma tal chocante e realista cena onde a personagem de Grazi Massafera, viciada em crack, foi violentada e também grande repercussão nas páginas de entrada dos principais portais da internet brasileira após sua conclusão. Coisas como: "Épica, Verdades Secretas é a novela do ano da Globo"; "Beijo lésbico, morte, suicídio, nudez e mais ousadias"; "Verdades Secretas foi bom exemplo de união entre roteiro, direção e elenco"; e por aí vai. Termina sua jornada sendo aclamada, principalmente, por ser diferente.

Mas, verdade (nada secreta) seja dita: a novela das onze pode até ter sido realmente boa, mas (repito, não assisti a um segundo sequer de sua trama), por tudo que li nas páginas de entrada dos principais portais da internet brasileira nos últimos dias, não consegui ver nada de novo, de diferente como dizem, que já não venha sendo explorado há um bom tempo por séries estrangeiras, sobretudo americanas.

Parece que, finalmente, a Globo está tentando alcançar as grandes de fora. Mas, isso é só ser diferente do que o público primordialmente ligado ao conteúdo nacional está acostumado. Seria realmente interessante, e passível de louvor criativo, se ela tentasse fazer algo genuinamente novo, diferente da tradicional Globo, mas também diferente da HBO.

sábado, 5 de setembro de 2015

Cuidando da sua imagem


Ganhei um livro de estimados colegas de trabalho.

- É a sua cara!


Minha cara? Acho que estou precisando rever o que ando dizendo e fazendo por aí...

sábado, 15 de agosto de 2015

Unboxing figurinhas raridades


Perambulando por Nova York, meu irmão encontrou uma lojinha obscura de curiosidades geeks. E trouxe pra mim um presente de lá: três pacotinhos de figurinhas (tá, pacotes contendo cards, um adesivo e uma goma de mascar) de filmes, da época que foram lançados.


De tão bacana que era, fiquei com dó de abrir, no melhor estilo colecionador nerd cult.

Mas, no fundo eu sabia que não poderia deixar as figurinhas (tá, os cards) lá dentro. Já pensou o que é passar décadas impedido de cumprir o propósito da sua existência no mundo?

Pensei em fazer um vídeo no estilo unboxing, mas por falta de um operador de câmera (ou uma terceira mão) para captar de forma interessante o momento mágico, me contentei a realizar apenas um registro fotográfico.


Destaque para o card "ET's Director", com O Cara nos bastidores das filmagens.


E com direito a imagem do cinema passando "Tubarão 19" e tudo. (aliás, o filme errou no prognóstico para a franquia do peixão, mas acertou filosoficamente, considerando a quantidade infindável de continuações e refilmagens que essa época veio a ter...)


O desgaste das imagens e o chiclete (ali no centro - duro igual pedra) provam que trata-se de um produto legítimo, da época mesmo, e não uma produção "retrô".

Putz.
Agora bateu um arrependimento de não ter filmado...

sábado, 4 de julho de 2015

Menino Maluquinho - A Revelação


Quando você pensa em "Menino Maluquinho", qual a primeira imagem que vem à cabeça?

Certamente, alguma bem parecida com estas dos primeiros resultados do Google Imagens:


Esse estereótipo do Menino Maluquinho já está lapidado no inconsciente coletivo nacional. E com meu filho não seria diferente, mas...

Hoje li o livro original do Ziraldo para ele pela primeira vez. Com sua costumeira atenção, foi absorvendo todos os detalhes da história e das ilustrações. Terminada a leitura, ele, no auge da sabedoria dos seus quatros anos, exclamou:

- Ué, acabou? Mas, ele não usou a panela na cabeça...

(O quêêêê???????)

Estupefato com essa revelação bombástica, como no final de um filme de M. Night Shyamalan, imediatamente folheei o livro novamente para me dar conta de que realmente a notória marca registrada do menino jamais fez parte da sua história: está unica e exclusivamente na (enganosa) capa do livro.


Acho que nunca deixarei de me surpreender com a perspicácia das crianças.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ando meio desligado


Maio foi um mês de muito trabalho e percebi que praticamente não tive tempo para o blog. Gosto de escrever por aqui, mesmo que seja mal e cheio de erros. É uma diversão. Dizem que, de alguma forma, a gente sempre arruma tempo para aquilo que realmente gosta. E, mesmo assim, só consegui fazer um único post - de um vídeo, com uma frase escrita. Passei a refletir sobre outras coisas que gosto e que não tenho tido tempo. Uma delas é grave: ler livros.

Curiosamente, recebi um link para uma reportagem (que fui ler só depois que a pior parte da correria passou) sobre o hábito de leitura do brasileiro: http://tab.uol.com.br/livros/ Eis um trecho, para quem não quiser ler tudo (mas, vale à pena, arrume um tempo aí):

"Segundo o estudo Retratos da Leitura no Brasil, caiu o número de pessoas que gosta de ler (jornais, revistas, livros e textos na internet) em seu tempo livre - eram 36% em 2007 e passaram a ser 28% em 2011. Destes, 58% leem frequentemente. São três brasileiros em cada dez que gostam de ler, e apenas 1,7 deles fez do prazer um hábito.

A leitura específica de livros puxa esse número para baixo. A quantidade de pessoas que leram pelo menos uma obra inteira ou parte dela nos últimos três meses caiu de 55% para 50% de 2007 para 2011. A média de livros lidos pelo brasileiro também está menor. Em 2011, foram quatro, sendo que só dois eram lidos inteiros. É uma das menores taxas do mundo."

Lendo isso, descobri que sou mesmo brasileiro. Mediano. (Lá se vai o "com muito orgulho, com muito amor"). Tenho tido exatamente esta vergonhosa média nos últimos anos: dois livros inteiros por ano. Já até incentivei a leitura aqui no blog, mas é fato que venho praticando muito pouco (e, provavelmente de forma sintomática, venho escrevendo pouco). Faça o que falo, não o que faço...

Claro que não estou contando livros infantis. Venho lendo quase que diariamente para meu filho, para ver se fica um legado decente. Neste caso, faça o que eu faço. Meus pais incentivaram a leitura quando eu era pequeno e deu certo. Sim, deu certo. Eles não têm culpa da minha alegada falta de tempo atual.


Agora, vá. Vá ler um livro. Por você, por seus filhos, por seus pais ou pelo Brasil, tanto faz.
Vá ler enquanto há tempo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Curtindo a Vida Carnavalesca Adoidado


Tudo indica que Belo Horizonte, se ainda não é, em breve será uma das referências nacionais pra quem curte carnaval. Esse ano bateu recorde de público, ao passo que algumas cidades do interior de Minas, antes procuradíssimas, viram o número de foliões cair drasticamente em relação aos anos anteriores.

Particularmente, já tenho saudade da BH antiga, onde era possível subir a Av. Afonso Pena na contra-mão em plena segunda-feira de carnaval sem incomodar ninguém. No entanto, desde o ano passado passei a abraçar a causa e sair pra ver parte do movimento. Principalmente os adequados para crianças.

Ontem, inclusive, a folia belorizontina me proporcionou um momento de fama. Reduzido de 15 minutos a 15 segundos, dividido em duas partes e sem o resultado prometido por Andy Warhol, mas tudo bem.

Estava eu caminhando com minha camisa "SAVE FERRIS" pela Praça da Liberdade, na concentração do bloco Baianas Ozadas, quando um grupo (quatro moças e um cara) me para:

- Com licença?
- Sim? (já olhando pra mão dela pra ver o que estariam querendo me vender)
- É que... eu sei que não tem nada a ver com a gente, mas... nós somos da família 'Ferri'. Achamos sua camisa legal e queríamos tirar uma foto com você.
- Ah tá... (todo sem graça)
- Se não tiver problema com você, claro.
- Não, não... Se minha esposa ali não reclamou, não tem problema. (rá. rá. rá)
- Hehe... Pois é, "save ferris" é como se você estivesse nos salvando do carnaval.
(ó pro cê vê...)
Eu estufo o peito, pra valorizar o porte físico, e faço minha melhor cara de galã. Foto batida, elas se reúnem em volta do carinha:
- Ah, obrigada! A camisa ficou ótima na foto!

Claro.
Também acho a camisa fotogênica.

Mais uns passos à frente, a equipe da Rede Globo preparando uma chamada ao vivo pro MGTV. Eles nos pedem pra parar, pois querem filmar as pessoas que estão em volta: inclusive meu filho, com a roupa do Superman, e eu.

Terminada a gravação, alguns amigos manifestam via SMS, confirmando que aparecemos na Globo. Mais tarde, resolvi começar a contar a eles a história da família Ferri:

- Então, vocês viram que eu estava usando uma camisa "SAVE FERRIS", né?
- Camisa??? Com seu filho lindão de Superman nem deu pra ver você direito, muito menos sua camisa!

Pois é, por isto nunca deixei a fama subir à cabeça.

ATUALIZAÇÃO - Para registro:

domingo, 18 de janeiro de 2015

Constatação de férias


Descer no Insano, toboágua de 41 metros de altura (equivalente a um prédio de 14 andares) e considerado um dos maiores do mundo, é como ver A Bruxa de Blair ou Cloverfield: dá mais enjoo do que medo.


Ou melhor, é como ver filme do Adam Sandler: você sai com a sensação de cabeça oca e com dores pelo corpo.

PS.: De qualquer forma, o Beach Park é sensacional.